* sunday boring sunday *
Já não basta ser domingo.
Não é suficiente, você precisa odiá-lo mais.
Para isso, você é acordada pelo insistente alarme de carro do seu vizinho; alarme este que parece ter sido instalado recentemente, já que ele dispara a cada cinco minutos, propositalmente, no mínimo.
Pelo menos não é com som de *vaquinha* ou de qualquer outro animal que, por mais sagrado que seja, incomoda quem quer dormir um pouco mais.
Vencida, porém incansável, a menina segue rumo ao banho frio, afinal, é verão. É a estação do ano mais esperada no Brasil, menos por mim.
Já basta o calor da Capital, a baixa umidade, o nariz, a garganta, a pele e o gasto astronômico com hidratante, soro fisiológico e roupas de algodão.
Digo e repito: felizes e bem aventurados são aqueles que têm praia por perto... e que não precisam ligar a TV.
E são Gugus, Faustos, Rauls e seguidores que irritam este pequeno ser. Doses cavalares de calypsos, sertanejos, pagodeiros, axés, periguetes e playboys; quase todos aspirantes a modelo-manequim-atores-apresentadores-de-programa-infatil-passistas-de-escola-de-samba, ou, para os mais conformados, figurantes.
Foi tão fatal para o aparelho de TV, que o coitado sofreu um colapso e a imagem não mais voltou a ser a mesma.
Fez a curva.
Neste exato momento, lembrei de uma entrevista que Marcelo Rubens Paiva fez com Marcelo Rubens Paiva [isso mesmo], num texto publicado no caderno “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, quando ele disse que “... Antes, os chacrinhas ficavam na frente, e as chacretes, atrás. Agora, elas ficam na frente e comandam os programas...”
Sem mais.
.
.
.
Aproxima-se mais uma segunda-feira daquelas que você imagina como será.
E a indecisão que se prolonga por mais de um mês é quase certa: mais uma semana de destino indecifrável.
Pra quem bem se lembra, o local de trabalho da menina sofreu um incêndio em dezembro passado.
Ficamos *sem teto*, sem mesa, sem cadeira ou computador.
Fomos para outros prédios.
Bem recebidos nos primeiros dois dias – por caras boas e piedosas –, e rejeitados por caras feias – muito feias -, nos vinte dias seguintes.
Mais uma vez, mudamos.
Prédio novo? Que nada!
Logo na entrada, fomos recebidos por um recado bem sugestivo.
Imaginou tapetinho escrito * welcome home *, não?
Já não basta ser domingo.
Não é suficiente, você precisa odiá-lo mais.
Para isso, você é acordada pelo insistente alarme de carro do seu vizinho; alarme este que parece ter sido instalado recentemente, já que ele dispara a cada cinco minutos, propositalmente, no mínimo.
Pelo menos não é com som de *vaquinha* ou de qualquer outro animal que, por mais sagrado que seja, incomoda quem quer dormir um pouco mais.
Vencida, porém incansável, a menina segue rumo ao banho frio, afinal, é verão. É a estação do ano mais esperada no Brasil, menos por mim.
Já basta o calor da Capital, a baixa umidade, o nariz, a garganta, a pele e o gasto astronômico com hidratante, soro fisiológico e roupas de algodão.
Digo e repito: felizes e bem aventurados são aqueles que têm praia por perto... e que não precisam ligar a TV.
E são Gugus, Faustos, Rauls e seguidores que irritam este pequeno ser. Doses cavalares de calypsos, sertanejos, pagodeiros, axés, periguetes e playboys; quase todos aspirantes a modelo-manequim-atores-apresentadores-de-programa-infatil-passistas-de-escola-de-samba, ou, para os mais conformados, figurantes.
Foi tão fatal para o aparelho de TV, que o coitado sofreu um colapso e a imagem não mais voltou a ser a mesma.
Fez a curva.
Neste exato momento, lembrei de uma entrevista que Marcelo Rubens Paiva fez com Marcelo Rubens Paiva [isso mesmo], num texto publicado no caderno “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, quando ele disse que “... Antes, os chacrinhas ficavam na frente, e as chacretes, atrás. Agora, elas ficam na frente e comandam os programas...”
Sem mais.
.
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Aproxima-se mais uma segunda-feira daquelas que você imagina como será.
E a indecisão que se prolonga por mais de um mês é quase certa: mais uma semana de destino indecifrável.
Pra quem bem se lembra, o local de trabalho da menina sofreu um incêndio em dezembro passado.
Ficamos *sem teto*, sem mesa, sem cadeira ou computador.
Fomos para outros prédios.
Bem recebidos nos primeiros dois dias – por caras boas e piedosas –, e rejeitados por caras feias – muito feias -, nos vinte dias seguintes.
Mais uma vez, mudamos.
Prédio novo? Que nada!
Logo na entrada, fomos recebidos por um recado bem sugestivo.
Imaginou tapetinho escrito * welcome home *, não?
Mais um prédio condenado a qualquer coisa que seja.
Não é o bastante?
Que tal um novo incêndio, hum?
Oooooooopa, só se for agora!
Essa semana passada, estou eu “tranqüila” no provisório local de trabalho, quando recebo ligação de outra amiga dizendo estar num engarrafamento por conta de mais um incêndio, em prédio não-identificado, com barulhos de sirenes e fumaça rasgando o céu.
Pensei: “Só falta ser este prédio!”. Não, foi em outro.
Corri pra janela com todo o meu faro de *jornalista-publicitária* para registrar o que acontecia.
Não é o bastante?
Que tal um novo incêndio, hum?
Oooooooopa, só se for agora!
Essa semana passada, estou eu “tranqüila” no provisório local de trabalho, quando recebo ligação de outra amiga dizendo estar num engarrafamento por conta de mais um incêndio, em prédio não-identificado, com barulhos de sirenes e fumaça rasgando o céu.
Pensei: “Só falta ser este prédio!”. Não, foi em outro.
Corri pra janela com todo o meu faro de *jornalista-publicitária* para registrar o que acontecia.
E a fumaça subia e subia.
Incidente sem grandes danos, ao contrário de dezembro passado.
Precisamos mesmo benzer nossos crachás...
.
.
.
E pra mim ainda é domingo... madrugada...
O desejo é que venha a segunda, que o chefe esteja de cara boa e que eu consiga o mais rápido possível o que tanto tenho buscado, de uma forma ou de outra, mas com resultado.
Pra você também.
O que seja.
Amém.
Incidente sem grandes danos, ao contrário de dezembro passado.
Precisamos mesmo benzer nossos crachás...
.
.
.
E pra mim ainda é domingo... madrugada...
O desejo é que venha a segunda, que o chefe esteja de cara boa e que eu consiga o mais rápido possível o que tanto tenho buscado, de uma forma ou de outra, mas com resultado.
Pra você também.
O que seja.
Amém.













