::gil elvgren::

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Controlamos nossas tristezas da forma que nos é conveniente.
O sentimento de perda é insustentável, inexplicável, pessoal.
Não medimos a dor e cada um reage a ela mesmo sem saber que daquela forma reagiria: quem se diz fraco, torna-se forte e quem se vê forte, entrega-se ao choro, antes contido.
E o impacto que ontem comentei, hoje se fez real.
Perdemos todos.
A perda irreparável foi de uma prima que pra mim sempre foi tia.
Que pelo seu poder de palavra, de ordem e de justiça, muito me fez admirá-la.
E cresci assim, chamando a prima de tia, que nem um pouco se mostrava incomodada com a responsabilidade que aquela menina danada lhe dava.
A prima Teresa Cristina pra mim é a *Tia Mana*, sinal de respeito. E ponto.
E ao longo da vida, dela levei broncas por ser deveras peralta, ouvi conselhos caminhando na beira da praia durante as férias, confidenciei algumas tristezas, sonhos, alegrias e a tranqüilizei quando isso pude fazer em minhas atitudes e palavras.
O mais impressionante é que, são em momentos como este, que o filme na mente faz voltar lembranças de coisas que pareciam ter sido meramente pequenas, porque era dia-a-dia, coisas simples, mas que, de uma forma ou de outra, ficaram marcadas.
Sua força, respeito e lealdade permanecem.
Dizem os sábios que os mais novos devem herdar de seus familiares as qualidades, jeitos e trejeitos, e a *Maninha* deu à família três outras primas: Érika [a quem entreguei o trono de caçula-da-época], Taynara e Carol.
E no meio delas e logo depois, a família cresceu.
Tais qualidades, defeitos, manias e sonhos estão dentro de nós que herdamos e acompanhamos os exemplos antes assistidos.
As atitudes, os gestos, as palavras.
Quando falo em força, refiro-me a dor que sentimos pela perda de uma pessoa tão querida, mas também ao amor e exemplo que ela deixou pra nós e que nos faz ficar de pé e levar a vida como deve ser vivida.
E isso ninguém tira.
Mesmo estando em lágrimas, como assim estive por todo o dia, vejo-me recompensada por fazer parte do que chamo de família e não poderia deixar de aqui registrar o que sinto na minha *válvula de escape*, que não vive somente de alegrias e sorrisos porque toda menina também chora.
Obrigada, prima, tia e *mana*.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

Ainda bem que eu gravei.
Preciso saber o que perdi.
Todos os detalhes, vozes e cores.
Mal chegou na segunda música e eu enxergava a tela da TV como pára-brisa em dia de chuva torrencial.
Chorei independente do set list, chorei todo o set list e choraria todos os álbuns do U2 se preciso.
Sentada no sofá e de controle em mãos, a lágrima escorria e eu enxugava discretamente.
Nunca fui boa no disfarce, chorei de ficar com nariz vermelho, parecia uma foca.
E quando dei por mim, lá estava eu sentada no chão da sala, de frente a TV, fazendo a segunda voz com Bono, como quem estava na área VIP, esperando pra ser chamada quando *Mysterious Ways* fosse mesclada com *With or Without You*, pra encostar a cabeça no ombro de Paul Bono e ganhar um cafuné.
Acordei a cara de Juliana Paes.
Um sapo que, de cururu, só faltava ficar verde.
Olhos inchados.
Há quem não me entenda... mas eu me preparei pra ir a este show.
Não sabia como, mas precisava ir.
O ruim é descobrir que não se pode alimentar certos sonhos quando sua realidade tem peso mórbido.
...
Tô em tom de desabafo, querido diário.
As lágrimas de ontem foram um misto de tudo que estava preso... e eu mal imaginava que já tivessem outro destino.
Notícia que assusta pelo impacto... foi uma dessas que recebi hoje.
Fiquei parada no meio da sala... a mesma que serviu de palco ontem.
Parada por alguns minutos, sem mexer, nem vacilar.
E mesmo quando fisicamente não choro, por dentro dói saber que outros estão tão tristes quanto eu.
.
.
.
E pra quem esperava texto "alegre"... lê-se a placa “tem mas acabou”.

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006

* a pedidos... *

Por motivos óbvios estou muda desde ontem, alimentando-me somente de biscoito... Bono, claro.
Ok, não é o momento para se fazer piadas, principalmente quando não se vai ao show do U2... show este que venho programando desde que fui concebida sem pecado.

O engasgo maior veio mesmo quando soube que, além dos shows em São Paulo nos dias 20 e 21, Bono Vox – sim, Ele, o Grande Mestre, aquele que me faz marejar os olhos a uma distância estelar -, estaria na Capital, bem aqui no quintal de casa, quase subindo na árvore pra tirar goiaba do pé.
Munida de telefones, e-mails e sinais de fumaça, entrei em contato com os amigos para montar a *caravana da Bondade* e combinar uma forma de vê-lo... nem que fosse a loooooooonga distância.
E foi justamente no domingo em que Paul Hewson quase esteve junto a mim que Murphy resolveu dar o ar da graça, chegando para o almoço, trazendo a macarronada.
Odeio macarronada...
E falando em almoço, este foi o motivo que trouxe Bono Vox a Brasília: ele almoçaria com o presidente Lula [que não sabe fazer outra coisa além de comer e jogar bola - volta bursite], na residência oficial da Granja do Torto... local muito próximo da Irlanda, dependendo de onde se está no Distrito Federal.
Milimetricamente falando, imagine que Marilyn estava de um lado do oceano, enquanto Bono chegava do outro.
Fiquei sem porto, sem chão, à deriva.
Sim, isso mesmo que você está imaginando:
a idiota que vos fala não foi recepcioná-lo.
Que feio!
E lá fiquei a acompanhar pela TV todo o itinerário:

Bono chega.
Bono acena.
Bono desce do carro.
Bono acena.
Bono é surpreendido pela média de 80 [?] fãs... por que não 81, meu-pai????
Bono abraça e é abraçado.
Bono beija e é beijado.
Bono é fotografado.
Bono tenta acenar.
Bono pede pra falar... parecendo um Papa no Vaticano...
... Enquanto isso, Marilyn ajoelhada ao chão, de frente para a TV, segura o controle do vídeo, mordendo a pilha para manter-se calma.
Ela ainda não está e provavelmente não fique pelos próximos 10 anos.
Nada que uma análise não resolva.
E eu que cheguei a pensar que fosse impossível enxergar Bono, quanto mais chegar alguns quilômetros perto dele, mas nem foi... homem popular é outra coisa!

Enquanto Mick abre um pouquinho a janela de sua suíte máster no Copacabana Palace, Bonão arrisca-se a almoçar com Lula e *se juega* na galera, driblando o bobão do presidente e fazendo o gol!
Tudo-bem-tudo-bem, se for pra confortar, tantos e tantos ficaram sem ingressos, mas somente fiquei subtraída do *Golden Ticket* porque Murphy resolveu alojar-se ao meu lado, retendo meu tempo, férias e motivações.
Um encosto praticamente.
Há tanto tempo me planejo... que puxa!
Passarei a beber água benta agora. E irlandesa.
...
O lado bom de toda a história [triste] é que não ficarei descabelada, rouca, de maquiagem manchada ou com o cabelo cheirando a bebida fermentada feita de lúpulo, cevada e ou outros cereais, popularmente conhecida como cerveja.
Assistirei [e gravarei] tudo pela TV, enxergando a cicatriz no queixo de Bono, sabendo o gel que ele usou para manter o penteado e enxergando o número de seu calçado quando ele apontar o pé pra câmera.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh!
Mas promessa é promessa e eu prometo a mim mesma:
U2 me espera que eu vou!
Um dia, mas eu vou!
E levo meu currículo porque eu quero é ser roadie!
...
Bom show!
Para os que comigo fizerem coro da poltrona e para a turma do gargarejo! ;)

Sábado, Fevereiro 18, 2006

* rock me baby *

E a Dona Sexta chegou, gritou do portão, chamou no interfone, bateu palmas na casa da vizinha, passou reto e virou a esquina.
Não vi e nem ouvi.
Se a semana não acabasse exatamente hoje, quem estaria com uma bolsa térmica rente aos olhos seria quem, quem, quem?
Bingo!
Mas como fui escolhida para ser a protagonista do filme-de-ação-da-semana-em-cartaz-nos-melhores-cinemas-da-cidade, estou de humor balanceado entre o drama e a comédia, querendo apenas que chegue logo a data de estréia, com direito a tapete vermelho, holofotes, indicação top-top na lista das *mais bem vestidas* e uma estatueta gloriosa na mão.
E de olhos borrados de lápis tamanha a emoção, eu agradeceria aos diretores, produtores, elenco, amigos, família e, mais ainda, a chegada da sexta-feira.
Ah, os aplausos!
...
O cronômetro está contando o ritmo frenético dos cinco dias úteis.
E já que no atletismo eu não me destaquei, acho que correrei maratonas avulsas... o que normalmente tem acontecido.
Um primor.
...
E sendo a atriz principal uma exímia equilibrista, estou balanceando de um lado pro outro, tentando igualar os pesos de notícias de alargar o sorriso e outras de franzir a testa.
Placas têm me desorientado e a razão nem me vale mais como setas.
E voltando para casa, aproveitei o sol que permanecia claríssimo por conta do horário *inútil* de verão; desviei da seta que me levaria ao lar, peguei o retorno e fugi pro shopping.
Queria caminhar, ver gente tomando sorvete, vitrines *clean* e sentir o cheirinho da cebola ao molho shoyo.
Comprei um livro que já tinha lido, camiseta branca parecida com a do armário, sandália preta igual a do pé e saia rodada de cor diferente daquela do quadril.
Normal.
Ah, recebi email lindo, babei na frente do computador, ensaiei resposta no bloco de notas e não enviei.
Mais normal ainda.
E quem disse que consigo processar alguma informação na mesma semana em que Rolling Stones e U2 estarão aqui no quintal de casa, hein, hein?
Isso sim não é normal, Mick e Bono em dias seguidos e a menina arrumando a antena da TV.
Acabou chorare.

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

* pois é, né... voltei... *

Após uma semana distante das rotineiras funções blogais, chego no Toda Menina passando o dedo nos móveis [de estilo retrô, claro!], verificando o quanto de poeira meu *lava lamp* absorveu, largando o salto plataforma na beirinha do tapete indiano e sentando no puf ligeiramente encardido pelo tempo para descansar os sofridos pés que tanto caminharam.
E nãããooo, não pense você que neste pequeno intervalo de sete dias, saí na garupa da moto bancando *Easy Rider* ou que, muito menos [e bem menos improvável], fui abduzida por seres verdes, de anteninhas bip-bip e vindos de algum planeta recém descoberto.
Na verdade, venho flutuando a levíssimos passos.
Vira e mexe, dou um gás para o vôo atingir velocidade média.
O ato de *correr* já não me basta mais e, já que o atletismo não é mesmo o meu ramo, utilizo a corrida somente para atividades pouco emergenciais, como atender ao telefone, receber correspondência ou a pizza do domingo.
.
Melhorei da enxaqueca sim, obrigada!
Agradeço a torcida que fez o *ola* da arquibancada, as bandeiras com frases de solidariedade e o placar final da partida.
Ponto pra gente!
.
.

E no intervalo dos sete dias, ganhei pulseiras lindas da amiga Márcia! Daquelas que enchem o braço, colorem a roupa e balançam aqui e ali;
Aproveitei os minutos de congestionamento no trânsito para cantarolar a bossa nova, observar quem vai e quem vem, reafirmando a idéia de que cada um tem seu lugar e tempo;
Fiz pensamento positivo para o *noivamento* da amiga Vanessa com Fabrício, evocando somente o que há de bom no mundo para o casal do ano;
E no domingo à noite me peguei fazendo um bolo de chocolate com bastante coco e calda para adoçar a manhã dos que comigo trabalham e dividem as risadas e aflições do dia a dia.
Foi uma aventura, digo de passagem. Raramente vou a cozinha e quando esbarro no fogão, ainda lembro de dar um *bom dia*, mas sei diferenciar muito bem o freezer de uma geladeira.
Tenho os meus momentos Amélia-moderna-de-ser, dá licença?!
O bolo?
Ah, o bolo, ficou bom!
Todos sobreviveram o que muito me alegrou!
.
.

.
*Porragora* estou repleta de coisas.
Além das borboletas na barriga, afazeres, pirações e os famosos devaneios que percorrem este pequeno ser, existem os fatos incontáveis e os sonhos impublicáveis. Acontecimentos mil.
Sou uma menina que sonha pouco, tanto na vida, quanto no sono, mas acho que o cansaço tem me remetido a lugares e situações quase reais nos últimos dias.
Tenho viajado para onde nunca estive e reencontrado pessoas amadas que estão perto, mas que há muito não vejo.
E do jeito que sou, escorpiana-que-adivinha a música que tocará no rádio e a pessoa que vem chegando, torço para que os projetos sejam concretizados.
Enquanto isso escrevo, exorcizo, vejo, revejo e me concluo.
Pour moi.

Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

* Dear diary,
Quando digo que Murphy ama minha pessoa incondicionalmente, poucos acreditam. E quando eu, de-repente-não-mais-que-de-repente, aparecer de aliança no dedo, todos compreenderão o poder deste amor e finalmente saberão que cedi aos encantos do moço atrapalhado.
Tive uma segunda péssima e na falta do divã, escrevi um texto enorme desabafando. Corri mais que Ligeirinho para publicá-lo, maaaas o Blogspot acabou reprimindo e sufocando esta *ómilde* voz.
Let’s try again, baby.
1
2
3
14...


[ too late for anything ] *

Escrever sob a dor latejante de uma enxaqueca é coisa para poucos, muitos poucos e, com os olhos marejados de orgulho, digo que estou dentro das estatísticas, à espera da medalha de ouro e o patrocínio de algum laboratório especializado na fabricação de Dipirona.
[ ok, caso você note algo sem nexo *porraqui*, culpe a super dose do analgésico, como no parágrafo acima ].
...
No sábado, como havia decretado, fui almoçar com a amiga Ndjane. E com tanta risada, segredos e carne de sol, percebemos que os dois anos de amizade ainda não foram suficientes para aprendermos a fazer *tesourinhas* em Brasília.
Explico: *tesourinhas* são retornos existentes entre as quadras. Tudo depende do famoso *traço do arquiteto* para ir e vir e, com Marilyn no comando das pick ups e Nêga Jane como co-piloto do teco-teco, a gente acaba rodando mais do que juízo de doido para chegarmos nos almejados lugares.
Sorte nossa é que Brasília é bem sinalizada!
Azar o nosso é que minha miopia aumentou e para enxergar as placas é necessário franzir a testa e apertar o olho, forçando uma visão mais clara do objetivo... quando... “Puuuuuutz, era ali!! Pega o retorno”.
Maaaaaaas como somos pessoas muito sérias e seguras de nossos destinos, temos planos traçados: dar seta, seguir no limite exato de velocidade e ter a certeza de que não estamos na contramão; de resto, nossa habilidade é escolher a melhor estação de rádio pra cantarolar junto com a *musga*.
E depois de um almoço-delícia, queimamos a caloria da mandioca, do queijo e do feijão verde, caminhando na Feira Hippie, ouvindo um berimbau e pechinchando aqueles acessórios rústicos e roupas tie-dye.
Lembra das calorias? Sim, todas repostas numa torteria, porque a vida é cheia de leves pecados e nós vivemos na corda bamba... pequena exceção já que nos comportamos muito bem nos quesitos não questionáveis... :D
...
Vamos ver, vamos ver... huuuuum... O domingo não conta.
Já a segunda foi dose.
Literalmente.
Acordei mal de enxaqueca e, além da agradável companhia de Murphy em minha vida, agora tenho Mrs. Headache como *companheira de fé, irmã camarada*.
Acordei mal, peguei um engarrafamento *fela*, fui pro trabalho, mas não consegui ficar muito tempo. Segui direto à emergência do hospital procurando por alguma boa alma que me receitasse uma Dipirona na veia.
Melhorei um pouco.
Mas como Murphy acompanha meus passos, acabei me estressando com alguns acontecimentos e a dor voltou logo mais à noite.
Não, eu não mereço...
Acho que preciso *tomar um passe*, antes mesmo de injetar qualquer analgésico.
...
E eu só queria um sábado... não peço muito, não!

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

* try just a little bit harder *

Quarta, o dia crítico.
Metade de uma semana longa e deveras inesperada; quiçá, imaginada.
Porém, num ensaio ritmado que acompanha o coreto, na harmonia desejada, no tom que balança a massa, no *tum-tum-tum*, eu vou.
E aqueles desejos todos do final de janeiro não foram devidamente atendidos, o que faz a menina pensar um pouco mais além do horizonte do Planalto Central, confabular consigo mesma na escuridão do quarto, rir do acontecimento do dia enquanto o semáforo ainda ostenta o vermelho, mas esperando sempre o imprevisível para logo se prevenir do temporal de *blá blá blá*.
E não pense você que tudo desceu córrego abaixo! Outros desejos foram prontamente exercidos com a máxima categoria e navegam em mares calmos e límpidos sob o comando da capitã.
Ahá!
Já me adiantei no *Não se pode ter tudo na vida, Marilyn*, algo que talvez você também tenha pensado...
Pensaremos então em todos os clichês; incluindo o *proibido estacionar*, *obrigada por não fumar* e o preferido, *as coisas acontecem a seu tempo*.
Sábio, porém demorado.
E já que *a paciência é a mãe de todas as virtudes*, o máximo de minha quietude grita “p-r-ó-x-i-m-o-!”, porque paciência foi algo que me faltou desde criancinha, lá em Brasília, quando eu fazia bico enquanto esperava minha vez na gangorra ou no balanço.
Tudo bem, eu me esforço e corro pra caixinha com miçangas pra fazer colares e *fru-frus*... nada mais terapêutico.
. . . . .
E decretei que sábado terá almoço-delícia e papo em dia com Black Jane - a amiga *baianidade nagô–versão turbinada plus* que não vejo há algum tempo e que tenho *sódades*, prometi também organizar meu guarda-roupa e lembrar de levar a sombrinha na bolsa ao invés de deixá-la no carro, no quarto ou na casinha de sapê, enquanto lá fora a chuva cai justamente na hora em que você acena para os que ficam.
E eu que reclamava de sol-calor-umidade, agora faço cara feia quando vejo o céu encoberto de nuvens carregadas... odeio sujar o dedão do pé! Pronto, fiz a confissão... bleargh, é nojento!
. . . . .
Ah, e felicíssima ainda não consegui largar a caixa com CDs de minha *prima-irmã* Janis, comprada sem o medo do arrependimento!

Desde a semana passada espero o amigo-carteiro trazer o presente para *mim mesma*... e hoje quando cheguei em casa e adentrei o cafofo, lá estava a caixa somente esperando a menina aqui para desembrulhar tudo-tudo para, logo depois, ter a pausa do sorriso eterno estampado no rosto!

Tem mais linda do que ela? :D
Tem mais feliz do que eu, tem? :D
A única certeza que tenho, são as músicas maravilhosas - algumas inéditas -, a risada divertidíssima da senhorita Joplin e o encarte lindo-de-tão-lindo [ quem me conhece sabe que adoro encartes! ].

Sem esquecer, é claro, de sua história que, de uma forma ou de outra, mistura-se um pouco com a minha quando se trata de alegrias, angústias, decepções e esperanças.
*Unique*, mas acho que todo mundo é meio Janis.
E eu sou desde criancinha.