::gil elvgren::

Quarta-feira, Maio 31, 2006

Enquanto Murphy jura amor eterno e insiste em puxar meu tapete, do outro canto do ringue Morpheu quer levar-me para seus braços fortes e viris no estilo *uma noite e nada mais*.
Na dúvida... fico com os dois!
Conclusão lúcida de um ser que se deparou com a visão do inferno logo cedo.
Pense: o ogro achava que havia incorporado algum deus grego e desembestou a falar coisas desconexas para um par de ouvidos sensíveis que chamo de *meus*. E enquanto a dama ouvia, ela pensava:

- Jamais posso, jamais poderei com isso... é demais para uma pessoa cansada e deveras seletiva.
E quando eu digo que sou pára-raio de maluco, os amigos dão risada... e logo depois constatam alguma cena grotesca e passam a formular a tese comigo!

No mínimo, cabalístico.
E o amigo que estava hoje cedo ao meu lado, compartilhou tamanha barbaridade, arregalou os olhos e disse em tom jocoso:
- O que se passa?
A resposta ficou no ar... deixei evaporar, cantei pra subir.

Falando em ar, tenho historinhas lindas para publicar, mas neste exato momento vejo Mimosas vacas voando de um canto a outro.
Sono...
Vou ali, mas eu volto com leite quente, chocolate e canela.

Agasalhem-se!

Sexta-feira, Maio 26, 2006

* medida provisória sancion... leiloada *

- E quem troca um belo dia de trabalho, com toda aquela rotina extra-plus-cavalar, por uma tarde de muita saudade e de muita risada com a amiga mais do que querida, hein, hein, hein?
[ ... escuto um *sim*? ]
.
.
.
[
veeeeeeeeeeeeeeeendido! ]
E foi batido o martelo!
A oferta "tentadora" de mais um dia de [quase] grandes repetições foi facilmente trocada pelo prêmio maior que é rever a amiga Boo, made in Brasília, mas pseudocarioca há três anos.
E sem titubear, as histórias antes empilhadas em grandes volumes, foram sendo colocadas em ordem durante um pequeno-grande almoço chinês-japonês com direito a questionamentos no estilo "... aquele queixo ali no chão é meu?", com tantas surpresas, novidades, revelações e molho shoyo sem ter fim para ajudar a descer tantos sushis!
Ah, os amigos!
E como a vida não é feita somente de delícias gastronômicas, a gargalhada interminável da piada que nunca perdeu a graça, encheu os buchos fartos de tantos contos, mas tantos assim que seriam facilmente adaptados por Nelson Rodrigues, rendendo ainda um folhetim em parceria com Manoel Carlos, o Maneco.
Para ajudar na digestão que clamava por nascer, elegemos a famosa megastore como home sweet home para os treinos de atletismo pós-calórico. E era um caminha dalí, volta pra lá, se perde daqui e procura acolá que tonificamos todos os nossos músculos, inclusive os faciais, sorrindo ainda das passagens que a vida nos compra de ida e volta.
E tanto rodamos, mas rodamos tanto, que decidimos não decifrar o Código... sim, aquele ... o da Vinci.
Seriam duas-horas-e-meia de poltronas, desperdiçando papos e contando teorias mal acabadas! Tempo precioso para analisar, de forma mais cínica do que crítica, os acontecimentos inesperados que nos tomam assim-assim.
Das poucas conclusões publicáveis e dentre as várias teses *gargalhísticas* em pauta, podemos afirmar que, dois-pontos:
Não valemos um cream cracker com requeijão, goiabada-queijo ou Nutella.
Completo ainda que, muito menos a *bandinha* do velho cibazol nos cabe!
E são por essas e por outras tantas que, nem por *Medida Provisória* [ piada-interna-ops-i-did-it-again ], a gente cansa de repetir:
- Só castrando mesmo!
*hohohohohohohohohohohohohohohohoho*
Boonilda voltará em breve para o Rio, a saudade da amiga vai continuar e as confabulações online-express idem.
Ah, os amigos!
Para quem acompanhou o texto anterior [ muito *to be continued...*? ], observou que a vida é mesmo feita de surpresas, com direitos a palhaços, focas e domadores.
Em uma madrugada fria, Marilyn é tomada pela decepção que já se encerrou e que ela cantou bonito para subir; dias depois, Maria do Bairro, digo, Marilyn, volta a sorrir com os seletos, escolhidos e conservados em compotas: os a-m-i-g-o-s.
E mesmo que a rasteira teime em pegá-la, a menina equilibra-se no salto e caminha desenvolta, de consciência tranqüila, certa de que as sortes mudam.
- E quem é que vai reunir as amigas mais lindas *tchi-mamãe* para o tradicional almoço-cinema-risadas?
- Quem é que vai reencontrar os amigos de faculdade e do colégio em breve, hein, hein, hein?
[ ... escuto um *sim*... ]
.
.
.
[
veeeeeeeeeeeeeeeendido!]

Segunda-feira, Maio 22, 2006

E de dentro da cabine a menina grita:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiim!
E responde aos que nada entenderam.
Ela logo adianta que não trocará o direito a palavra pelo escorredor de macarrão e explica que partes do texto abaixo foram sim direcionadas; ficou faltando apenas estampar um nome, um RG e um violão para virar canção.
Digamos que a *piada interna* é... assim, interna.
Alguns dos que aqui freqüentam entenderam a rima. Ou não. Mas isso não muda o verso e nem a vida de ninguém; foi um trecho só, um desabafo, o resto foi refrão e todo mundo cantou junto. Coisas da Marilyn - a atriz da vida real.
Sei que a junção de palavras deveria trazer um rótulo visível na embalagem explicando que os devaneios aqui expostos baseiam-se em proximidades, mas não vejo a real necessidade, pois nem data de validade tem, é tudo atemporal.
A *piada interna*, diz o dicionário próprio, faz parte disso: é a linguagem da menina e dos seus, os chamados amigos de Laguna-Beach-ao-avesso-e-vice-e-versa.
E falando em amigos, quem os têm nunca passa mal, nunca fica a esperar por carona, respostas ou carinhos.
Meus amigos são irmãos.
Escolhidos a dedo.
Tão seletos quanto alimentos em conserva.
São preciosos.
Guardados em caixinhas.
Defendidos por mim até o fim.
Embalados a vácuo praticamente.
Posso passar tempos e tempos sem reencontrá-los, mas, quando chega o momento do abraço, assunto não falta, risadas transbordam e histórias são vividas e recontadas.
Mas como a vida não é um filme com Meg Ryan em papel leve e vitalício, os inesperados também acontecem... e no fantástico mundo da amizade, a decepção também passa a perna, derrubando qualquer que seja o herói ainda não escalado para viver a personagem que salvará a mocinha.
A verdade é que me decepcionei enormemente.
E enquanto eu ouvia tudo aquilo, bege-bebê eu ficava.
Processando dados...
E bate a sensação de estranheza quando você relembra que tanto ouviu, tanto ofereceu, que tanto deu apoio e que, quando você menos esperava, uma das caixinhas com tampa de porcelana chinesa foi-se ao chão, espatifando-se em microscópicos pedaços...
Mas como isso aqui também não é novela mexicana para dramas e tramas, a sorte da menina virou ao seu favor e ela finalmente percebeu que tal acontecimento tornou-se tão microscópico que ficou ofuscado pela grandiosidade do verdadeiro amigo.
Surpresas são mesmo melhores do que espantos.
E para provar a veracidade dos fatos, deixo-me revelar defeitos e/ou qualidades:
Algumas das características que o Zodíaco utiliza para interpretar quem nasce Escorpiana são deveras tatuadas em mim; em contrapartida, sou uma Pollyana-de-banca-de-jornal que acredita na bondade das pessoas e num final feliz.
Vamos à lousa!
Lesson 01: Pollyana-mode-on-almost-always
Alguém engana, mente, usa seu nome em vão... e você faz esforço para entender e ainda tenta ser justa... boba, vamos assumir logo.
Lesson 02: Escorpiana-mode-on-rock-it
O alguém que enganou, mentiu e usou seu nome em vão nunca teve sua total confiança. Você conseguia perceber que atrás daquele sorriso rotineiro e de elogios perdidos, havia um alguém falso e interesseiro.

Mas para evitar desajustes com a tampa de porcelana chinesa que se refaz dos cacos por si só, prefiro manter-me quieta... já que a tampa-em-si-enquanto-pessoa acha que a mentira tem pernas longas e que elas não conseguem se equilibrar na verdade... enquanto isso, eu ando por aí, desenvolta e de consciência leve.
E é por isso que eu digo que dessa vida a gente não leva nada além do respeito, da sinceridade e do bem querer.
A vida, ao mesmo tempo em que nos faz reconhecer os mal intencionados, também nos proporciona a sensação de que é possível acreditar no ser humano.
E da vida, minha amiga-irmã Ana F. vai levar todo o amor que houver no mundo porque são em pequenos gestos que reconhecemos o caráter de alguém.
Ana F. para presidente.
Nela você pode confiar!

Quinta-feira, Maio 18, 2006

* o código da marilyn *
[ infame, eu sei!]
Cof, cof, cof!
- A menina ainda tem blog?
- Tem sim senhor!
E mais solicitada do que pré-estréia de filme, ela tem atendido pelo nome de Alice desde que inventou a corrida infinita para seguir o Coelho... sim, sim, aquele mesmo que mora no País das Maravilhas e que vive atrasado, carregando nas mãos o grande relógio da discórdia.
Falando em tic-tac, minha queixa baseia-se na chamada *vinte-e-quatro-horas*. Ela tem sido insuficiente para as aventuras da pequena que vos fala. Os últimos meses, se cronometrados, seriam típicos de um triathlon looooongo, de músculos cansados, com direito a *desmaiadela* charmosa ao cortar a fita de chegada, no melhor estilo maratona-mundial-televisionada-pela-ESPN.
E a grande diferença da vida real para o conto infantil, é que a Alice aqui tem cortado o barato da Rainha, digo, do Rei.
[ piada interna, mas tãããooo interna, que minguou e cadê? ]
A insatisfação com pessoas, acontecimentos e decisões é deveras clara em minha *ómilde* pessoa.
E a menina que é de escorpião com ascendente em câncer [ sorte tem o pseudo-rei no quesito ascendente! ] é revelada em uma sinceridade que já sai assim... espontânea.
Estou na fase: falou num tom, ouviu no mesmo.
Na verdade sempre fui assim, mas agora não se trata de defesa, envolve um tudo de gente invejosa, egoísta e idiota.
Meus conceitos sobre contos de fadas têm mudado muuuuuuito de uns tempos pra cá; principalmente em relação ao pseudomonarca e sua pseudonação [ pseudo-soberana, logo adianto ].
O respeito e a boa educação andam *escassos-assos* do lado de cá.
Uma coisa garanto: não serei eu a engolir anfíbios enormes e fedidos; mas não mesmo. Prefiro é *desengolir* palavras que me vêm sem medo, transparecendo o que de mais justo me ocorrer... e seguir o Coelho, claro... pra ver se chego à toca, digo, ao topo da montanha para ver o sol se pôr.
E sim, eu juro: tenho trabalhado exaustivamente meu lado monge-budista-radicada-no-Tibet.
Lado este que Deus não deeeeeu à menina aqui [ parafraseando Gil e sua "toda menina baiana" ].
Respiro, faço imagem mental de um campo lindo e florido, mentalizo Colin Farrell correndo em minha direção e, só assim respondo num tom claro e preciso.
- Gostou?
- Não gostou?
- Oh, que preocupação a minha, majestade!
Pseudo.

E para não perder o costume, vem Murphy.
E através do conto do amor não correspondido, platônico e, obviamente, patético, venho informar a toda a nação que Murphy não é o homem da minha vida. Definitivamente. E mesmo que fosse, eu mudaria o rumo do roteiro, ô seu diretor!
O incêndio de dezembro passado, levou embora o espaço em que eu, por ora, trabalhava... o tempo correu e, Willy-Wonka-de-saias que sou, exerço minhas funções em outro ambiente... aquele mesmo do restaurante horrível, lembra?
Pois *zé*, dia desses após o temeroso almoço, peguei o verso do ticket [ que de golden nada tem! ] e escrevi todas as minhas insatisfações com o estabelecimento: variedade inexistente, carnes gordurosas e necessitadas de um Lexotan de tão nervosas... e todo aquele blá blá blá de cliente insatisfeita.
Outros devem ter reclamado também... somente sei que a partir de então, deram uma melhorada no cardápio. Pequena, mas deram.
Agora o garçom fica rodeando a mesa, o grandalhão disforme que é encarregado de pesar os pratos [ ... e que deve se chamar Golias, no mínimo... ] já decorou minha bebida preferida e sorri como se me conhecesse da Santa Casa de Maternidade Tra la la... e, como se ainda não fosse o bastante, hoje tive de aturar um homem feio-muito-feio-mas-feio-da-p#rra me encarando-descaradamente o almoço inteiro.
Ora, ora... grudei chiclete nas longas madeixas de Maria Madalena, foi?
De gente chata, feia e sem noção, eu estou até o taaaaaalo. Hunf!
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E que venha a sexta-feira porque eu quero é me jogar, rever a amiga Boo - que vem importada Made in Rio - e assistir "O Código da Vinci".
Peço mais?
Pipoca, por favor!

Sexta-feira, Maio 12, 2006

* reflexões pós-festa *

Pois *zé*, dois anos.
Recriando fatos reais em histórias virtuais e tra la la.
E os devaneios que antes ficavam restritos a canetas e papéis, hoje têm pulado para a tela do computador, com direito a pin-ups para dar ênfase aos estados, estágios e estapafúrdios da menina.
Vira e mexe, a pin-up não cabe no texto, entrando em ação a foto-foto-mesmo.
Em outras vezes, as palavras falam por si só-somente-só.
Há dois anos a.C., a menina travava uma luta quase corporal com o tal de HTML, estilão *gel no ringue* e toalha no ombro.
Cansada de publicar-e-excluir porque ficou torto, porque ficou feio, porque esquerda que era direita ficou, porque direita que era esquerda permaneceu, desisti das investidas blogueanas e fui ler um livro. E na página dez, persistente que sou, voltei triunfal, um Rocky Balboa de saias, retocando o gloss e cuidando pra não borrar o rímel.
Uma *analfa-info* evoluída, bem resolvida e moderna não entrega os códigos HTML assim, não, oras!
Lembro-me bem que numa madrugada qualquer tentei fazer com que este espaço fosse atualizado dia-sim-dia-não... já na segunda publicação vi o quão inviável seria.
Virou uma coisa assim, *tipo* semanal.
Ou não.
Tão pontual quanto salário de funcionário público em quinto dia útil, eu diria.
Quando a menina tem história, aventura, devaneio ou alucinação, ela vem aqui e despeja o caldo.
Ou não.
E hoje eu poderia falar e falar...
Dos amigos mais amados, dos telefonemas mais longos, das palavras mais doces, das músicas mais lindas, do céu mais azul, das tristezas que invadem, das alegrias que transbordam, das decepções com alguns, das surpresas redundantemente boquiabertas com outros, da risada no almoço, da volta para casa, do gostar de ouvir o seu nome, da saudade enorme que vem e não passa, do shampoo que deu brilho e maciez, dos supérfluos num shopping, das necessidades de uma vida, da dúvida de um futuro melhor quando se vai à uma padaria, escolhe-se o que de mais quentinho tiver, enquanto uma criança ao seu lado pede pão do dia anterior para levar para a família.
. . .
Puxei papo com o menino enquanto o gerente do estabelecimento procurava o que fazer... caso ele não fizesse, eu faria.
Mas o garoto ganhou muito mais do que esperava, me sorriu e saiu todo satisfeito.
Eu, pra variar, engoli o choro que me entalava e fiquei vendo a criança ir embora, tendo a certeza de que ela estava feliz.
Um alívio imediato, mas não foi o suficiente para fechar a sexta-feira como deveria ser para tantos.
Sei que cenas assim acontecem a muitos e muitos e a gente mal vê porque está ocupado com uma bobagem qualquer, achando que nosso problema é o único em toda a superfície terrestre.
Mas apesar das mentiras, da hipocrisia, da corrupção, dos roubos, do egoísmo, do *não fazer o bem porque não se olha para o quem*, de um governo sujo que me envergonha e não me orgulha em ser brasileira, da greve de fome de um político imbecil e caricato que nem a papada perdeu porque merecia mesmo era definhar, eu ainda acredito que o respeito tudo cura.
Amor pra quem é de amor.
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E pra quem é de música, tenho escutado bastante esta aqui, que cai perfeitamente com o momento e que tem uma mensagem linda!
A pin-up do dia chama-se Des'ree e canta maravilhosamente bem.
Dúvidas?
Assista ao vídeo de "You gotta be", do álbum *I ain't movin'*.

Domingo, Maio 07, 2006

* hip-hip-hurra *

Vagueando entre pensamentos fúteis e alucinações bastante aceitáveis para uma noite de sexta-feira passada em casa, espantei-me com a proximidade de uma data.
- Valei-meeeeeeee, é domingo!?!?
Os velhos hábitos mudam numa diversidade complexa, mas, teoricamente, continuam os mesmos desde a tenra infância até o caminhar dos anos.
Um deles é a " ... memória desfavorecida, seguida por uma mente incrivelmente distraída ... ", leio em meu dossiê.
Explorando o humilde histórico desta que vos fala não é difícil identificar uma considerável lentidão... desde a infância, logo adianto; até hoje, fixo bem.
Vamos aos exemplos seguindo o rumo natural das coisas, do ontem ao hoje:
# Esquecer a coleção completa de papel de carta debaixo da mesa da escola tornando o evento traumático para uma criança de 10 anos;
# Estudar com afinco os capítulos I, II e III de Física para a prova de amanhã e mal imaginar que a dita cuja é na oooooooutra semana;
# Anotar números de telefone sem colocar nomes e não conseguir associar de quem se trata;
# Chegar na universidade e achar muito estranho o estacionamento vazio até ser avisada pelo segurança de que era feriado [ quase ] nacional;
# Entrar em banheiro de shopping para retocar a maquiagem, sair logo depois completamente desenvolta, linda, loura, nova-iorquina e com a visão de corredores e vitrines turvos... tendo a leve impressão de que os óculos ficaram pela pia de mármore camuflada do *toilet*;
# Parar no semáforo, observar ao redor, cantarolar uma música, prestar atenção naqueles monitores que informam ‘data-hora’ no canto da pista e, num ato falho, avançar com o carro logo após passar de ‘hora’ para ‘temperatura’, achando que o sinal verde havia acendido no monitor, ah-meu-pai-!;
# Desejar *parabéns pra você* no mês de maio sendo que a festa foi em março;
# Esquecer o próprio aniversário, marcando várias coisas na data-tão-feliz e achar estranho quando alguém lhe cumprimenta...

Já que é assim, amarro fitinha no dedo para lembrar que este pequeno espaço comemora dois anos de existência.
Sim, o Toda Menina faz dois aninhos!
*tchi-mamãe!*
E desde sua gestação de mais de nove meses, do parto de cócoras em frente à tela de um computador e do primeiro passinho *moon walking* da criança, tudo vem sendo registrado no álbum *Meu Blog, Meu Bebê*.
Entre papinhas de legumes, vitaminas de frutas, caldinhos de feijão e o inevitável fast food, este blog tem sido palco de idéias, desabafos e identificações ou não.
A genitora acha que o filho não tem cara de *bloguxo* e o talento para *miguxa* passa bem distante de sua educação hippie-chique. Coisas de mãe moderna.
E assim ela segue levando o pequeno à escola, aprendendo a cada dia a ouvir diversas opiniões a respeito das ventiladas publicações.
Sim, muitas palavras ao vento. Daquelas que passam por música, literatura, cinema, alegrias, tristezas, aconchegos e surpresas.
Um varal cheio de roupas de todas as cores e estampas que ilustram nosso quintal de flores, amores e sabores.
E são dois anos de textos escolhidos aleatoriamente dentro do enorme caleidoscópio que é a vida.
Tem quem se identifica e interage *entrando na roda*.
Tem também quem visita por acaso, quem vem por curiosidade, quem passa longe da ciranda...
Admito que gosto e considero muito mais os que lêem e que, gostando ou não, falam o que pensam, deixando bilhete na porta da geladeira.
E são esses que convido para a festona *very-important-people* que se inicia e reinicia.
Ok, baby, não poderei ler toda a lista de agradecimento que fiz em letra cursiva num pequeno-grande-rascunho mas, de olhos levemente borrados pela *make-up-hollywoodiana*, com voz chorosa, seguro firme a estatueta e me liberto dizendo:
" ... obrigada Michael, meu amigo e assistente pessoal, agradeço ao elenco maravilhoso, toda a equipe de cenografia, figurino, sonoplastia e produção vocês são perfeitos e este prêmio é nosso... "

Ok, ok, alucinações deixadas de lado - assim como o mouse que serviu de *estatueta* - agradeço a toooodos que aqui frequentam!
Obrigada, pessoas!
*Hello, stranger*, valeu pela ajuda de sempre, Lu!!

" ... eles são lindos, uma coisa assim, amara... ", comentário de Caetano, o Veloso, sobre os convidados VIPs.
Say *cheese*!

Terça-feira, Maio 02, 2006

Acordei e era *primeiro-de-maio*.
Simplesmente.
E-de-repente-não-mais-que-de-repente, o celular fez papel de relógio cuco.
Com o aparelho programado para despertar esta pessoa todos os dias úteis, acordei da leveza de um sono bom, achando que o sonho-do-feriado-próprio havia acabado.
Consignei algumas horas a mais de sono.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Dia do trabalho comemorado da forma que mais gosto: dando aquela espreguiçada boa, saída no capricho, sem a pressa do rímel, da sombra ou do delineador que tanto tempo absorve para sair sem borrão.
E volto ao assunto inesgotável.
Nãããããooooooo, nada disso.
Musicalmente falando, a vizinhança até que anda mantendo um comportamento exemplar.
Muito pouco tenho escutado o gosto *musgal* dos vizinhos...
... E que Deus assim conserve.
De inesgotável mesmo, só o trânsito da Brasília de céu azul e da grama de verde redundante.
Mais inesgotável ainda é o amor platônico que Sir. Murphy insiste em manter pela menina que vos fala.
Nos dias em que chegar cedo no trabalho é o mesmo que acordar e abrir os olhos, o engarrafamento alonga mais do que cabelo de Maria-Madalena-arrependida-com-escova-progressiva, amém.
A faixa da esquerda evolui bonita na avenida e você está inerte na direita?
Decisão fácil.
Seta para a esquerda e um sorriso.
E junto de toda a malemolência para chegar no auge do *um-metro-rodado*, lembro que Murphy pegou carona...
Que *druga*!
Veloz nunca, mas furiosa... ah, demais!
Em questão de segundos, a faixa da esquerda pára, um caminhão enoooooooorme da Coca Cola faz uma manobra esperta na sua frente e acaba por tapar toda e qualquer visão do horizonte do planalto central e da pobre menina míope.
O agravante-mor nem foi a presença desnecessária de Murphy ou a ausência inglesa de James Blunt cantando o *you’re beautiful* que ainda não enjoei. Mas o caminhão alojado *in front of me* ostentava uma caricatura nem um pouco generosa de Luciano, o Huck.
Coitado, nem deve ter visto a finalização, mas estava de dar medo.
E foi dessa forma que atravessei a cidade: com um vermelho gritante, motivos da próxima Copa e um nariz desproporcional a qualquer humano desenvolvido.
Do nada, o inesperado.
Uma cambada de homens descamisados e com trajes mínimos para a prática do atletismo surge pedindo passagem entre os carros.
Por um momento, imaginei ter invadido a abertura oficial das Olimpíadas com estádio lotado... lotado de carros?
Hum, acorda, Cinderela.
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A semana passou devagar como uma tartaruga de casco virado.
Na matemática da vida, acabei perdendo o *encontro nacional das amigas de universidade* graças a uma enxaqueca inconveniente que me acompanhou dias a fio.
Odeio marcar compromisso e faltar porque o estado clínico não permite.
Sorry, girls. O próximo rega-bofe já tem lugar marcado.
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Não descansei tudo o que esperava descansar, mas desliguei-me da tomada que estava com voltagem elevada ao cubo.
Aproveitando a folga dos volts, liguei a TV na esperança de crescimento intelectual.
Ledo engano.
Deparo-me com a patética greve de fome do "pequeno e indefeso" político. Sem pó-de-arroz em suas bochechas rosadas e de olhos marejados, a população não se comove diante da cena.
Que papelzinho.
Na falta do croissant matinal, vai a água mineral para manter o *shape*.
Perde peso, já que vergonha... hunf!
Mudo de canal e caio de pára-quedas num, como dizer... show.
Rolling Stones?
U2?
Jack Johnson?
Nãããooo, uns mexicanos cafonérrimos gritando que são rebeldes num playback sofrível.
Duvido que Sílvio, o Santos, assista.
Aposto também que a esposa dele não viu.
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Já é sábado?
Tem feriado, tem?