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Segunda-feira, Julho 31, 2006

* cof-cof, tim-tim, nham-nham, trim-trim, nhac-nhac *

Na quinta-feira a menina não estava bem, não. Tanto não estava que negou atestado médico para a sexta.
Oh, não foi só você que fez esta cara, não, aviso logo. A médica também, expressão de espanto diante de minhas sinceras olheiras. Ciente de meu estado febril, ela refez a pergunta p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e para a pomba-lesa aqui entender.
A menina repetiu que não precisava:
- Que nada, doutora! Descanso hoje; amanhã estarei melhor.
*Mentchura*.
Chegou a sexta e eu só havia me livrado da febre; ainda estava com tosse e dores de ouvido e garganta. Mas combinei comigo mesma: trocarei todos os males causados pelo agente infeccioso por tortas delícias, salgados suculentos, bebidinhas frias [ gelado não pode, né, mãe? ] e o famoso chocolate quente [ sim, o afrodisíaco ] da amiga Márcia, o *quase-licor-dos-deuses* agora presente em tudo que é rega-bofe... Ou não, já que quando bate a generosidade, Big Marcy vira *choco-woman*, vai para trás do balcão e presenteia os amigos com o *hot chocolate on the rocks*.
Vejo que muito em breve precisaremos patentear a receita deste incrível sucesso de beiços queimados, mas sorridentes e saciados, tim-tim.
Sim, *festecheeeeenha*!
Com direito a reencontros, gargalhadas & tchá-tchá-tchás! A diferença básica está no ambiente: nós que normalmente funcionamos à base de relógios e ácaros do carpete, tivemos que empurrar a sexta com nossos enormes buchos fartos de tantas gulas e luxúrias, perdoai, por toda uma tarde.
Impressão ou não, tanto comi que fiquei mais surda do já que estava! E como se ainda não bastasse, além da preguiça habitual da sexta-feira, a moda foi jiboiar na cadeira, esperando a milagrosa hora de voltar para casa num estilo Macunaíma de ser.

Neste exato momento, curto somente a tosse infame e a certeza de uma semana repleta de amigos.
> telefone:
Os meus queridos Neysovisk e sua senhora Laura Croft;
A ligação *kinder-ovo-madrugal* da amiga Pri;
As novidades quase documentadas, patrocinadas e tombadas pelo *patrimônio histórico do segredo* da amiga Boo;
> chat das cinco ou da hora que der:
Os trocadilhos que chamamos de nossos, não é mesmo, Aneeenha?
A *quase-turnê* 'Confessions on a dancefloor' com a *irmã-gêmula* Paula;
> shoyos & músicas:
O almoço dominical - e nada santo - com a amiga das antigas Black Jane & Her Brother.
A visita rápida e querida da amiga Patcomz.
Eita, que eu não peço nada mais, além do xarope e da colher de chá.
Quiçá, o atestado médico, doutora.

Quinta-feira, Julho 27, 2006

Aos que perguntaram pelo projeto *breguetal* que por minha vida passou, eu respondo com enorme pesar que:
- Sim, acabou, pessoas...
Encerrado no auge com uma chuva quase hortifrutigranjeira de maçãs *zenzualmente* mordidas, pétalas voadoras e calcinhas estilizadas 100% algodão, assim foi o cafona, mas pop-rock-punk-hippie-hard-core, *A Bossa B*.
E tais vestimentas íntimas são a razão da bronca que ainda hoje escuto:
- Hei, mas como você foi ao show e não pegou nenhuma para você?
Matutando sobre o questionamento atormentador, não consigo visualizar como eu guardaria o precioso souvenir tão próximo de minha pessoa, trazendo assim lembranças remotas de um tempo *cafonal*.
Mas vamos aos devaneios aqui sempre descritos:
Quem sabe numa caixinha dourada com laçarote de renda? Ou num cofre coberto por papel contact com estampa floral ou ainda numa gaveta exclusiva com sabonetinho?
Melhor, não. E a vida segue mais feliz.

* quero tudo ter estrela flor estilo *

Semana passada, em mais uma tentativa de conquistar o sonho da casa própria, pela FNAC passei e adentrei corredores repletos de tudo que mais gosto. Para quem não sabe, a menina aqui não compra *Carnê do Baú* de Sílvio - o Santos, mas queria muito que Gugu - o Dominical de topete Anéis de Saturno, doasse uma barraquinha de sua marca para Marilyn passar uma temporada no antro cultural que é a loja de seus sonhos intelecto-musicais.
E foi caminhando lentamente, olhando títulos e preços surreais, mas completamente cegantes, que me agarrei ao DVD *Líricas*, de Zeca, o único & preferido Baleiro.
No caixa, quase soltei a pérola:
- Tiiiiiio, me vê tudo de bala! – de tão anestesiada que a pequena infante estava.
Só porque há alegrias na vida que dinheiros a mais ou a menos não pagam. E já que assim é para ser, ainda pedi que o *devedê* fosse embalado para presente... *Ouxi*, me diga se não é bom chegar em casa carregando sacola, fazer cara de *feliz aniversário* ao abrir o pacote e dar um imenso sorriso de satisfação ao segurar o presente para chamar de seu? Tem sensação melhor? Tem, não!
E eu já decorei o set list inteiro; também sei exatamente a ordem dos *extras*; faltando ainda decorar quantos decibéis gasto ao elevar o volume para o máximo. Matemática pura, decorada igual tabuada.

* e o pulso ainda pulsa *

Conhece o conto da *virose*? Marilyn virou Chloè de quarta para quinta, tamanha a febre, dores de ouvido, garganta e a tosse seca típica do cerrado. Felizes são as vacas... E como Murphy muito me ama e sempre dedica grande parte de seu tempo à minha pessoa, na horinha em que eu estava saindo para ir ao Pronto Socorro, *el carango* resolve não funcionar. No quesito *Bateria*, nota Zeeeeero! Mas nada como um desconhecido [ que quase foi atropelado na descida do carro que não funcionava, portanto não fazia barulhos ] para ajudar a empurrar o dito cujo.
Segui rumo a oficina para a troca de bateria zero pela bateria dez da Mocidade Independente de Toda Menina.
De energias recarregadas, hospital para quê te quiero com lemón.
Fui em dois lugares, no primeiro, uma fila enorme de pessoas todas pálidas como Marilyn e nenhum George Clooney [ da série ER ] para atender. No Hospital Dois, coisa rápida e a médica ainda queria que eu me ausentasse por DOIS dias do trabalho... E eu neguei, já que na sexta tem *festinha* com a galera, mas como ninguém vive somente de farra, tenho também minhas obrigações diárias, mesmo estando só a casca de moleza.

E eu?
" ... Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
( Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver )
"

Segunda-feira, Julho 24, 2006

* o romântico *
E se eu contasse tudo-tudo você nem acreditaria. Mas já que rumores de mobilização escutei - daquelas cafonérrimas com direito a bandeiras quilométricas, carros de som a 20km/h, cascatas de espumas, sirenes ensurdecedoras e o agravante, as camisetas com a estampa da campanha 'Publica Marilyn' - achei melhor cumprir a promessa quase eleitoral e tudo-tudo contarei.
Para as pessoas de inteligência e gosto peculiar que acompanham este *ómilde* blog, é sabido que o CCBB dedicou o mês de julho ao projeto *A Bossa B* e que eu prestigiei todas as apresentações sem medo de ser feliz. Nesta última semana, a dupla que mesclou estilos e ritmos foi Wando e Rita Ribeiro, no encontro *inusitado-é-apelido* intitulado de "O Romântico".

Lindas & nova-iorquinas, as meninas *Sex & the City* da semana passada transformaram-se em *Charlie’s Angels* [ sem as famosas jubas capilares, pelamor! ], pois junto de nossas poderosas e modestas pessoas, estava ele, Diego, vulgo Charlie - a *identidade-radinho* que acompanha as Angels em suas mais incríveis aventuras, inclusive dirigir-se ao Centro Cultural para bem ver & ouvir Wando & Rita.
Cortinas fechadas, teatro lotado e o cheiro de pétalas rondando as fileiras. Geeeeeeeeeeente, o que era aquilo?
Surgiu Elke Maravilha sentada num sofá-tipo-divã com estampa de oncinha, bááááááásico para qualquer sala de estar.
Algumas mudanças no cenário foram feitas: primeiro o sofá, pois Elke havia quebrado a perna na noite anterior e estava com uma bota de... nãããooo, de couro, nãããooo, botinha de gesso, "criança", impossibilitada de fazer qualquer movimento brusco, daí a explicação do cafofo felino para sua comodidade. No centro do palco, uma mesa ornamentada por um jarro cheio de botões de rosas vermelhas, uma travessa com maçãs e sim, elas, as calcinhas. Frustrei-me ao saber que não haveria pêssegos em calda, mas que puuuuuuuuxa!
E eis que entra no palco a versão masculina-tupiniquim-de-Angelina-Jolie.
Gritos, palmas e canções que eu mal acreditaria presenciar ao vivo em toda a minha vida. Em certos momentos, eu não me mexia de tão bege que estava!
Na fileira D, colocamos Diego na poltrona mais próxima ao palco, para evitar qualquer piada ou atitude Wandiliana com as purezas de meninas Angels.
Em uma de suas *musgas*, o galanteador Wando pegou uma rosa e entregou para uma indefesa senhora da fileira A... Era o início de uma noite de gargalhadas, pois, de botões de rosas, seguiram-se maçãs acariciadas e mordidas pelo próprio e sim, elas, as calcinhas.
Observação: em uma simples mordida, Wando levava para dentro de si, mais da metade do fruto do pecado. Tive medo ao ver a cena. Cadê o Guiness que não viu isso ainda?
Aos poucos a platéia soltava seu lado... er, como dizer, brega. Perdi a conta de quantas mulheres deram-se ao trabalho de ir ao palco entregar *presentinhos fru-fruzados* e vexatórios ao cantor.
Enquanto isso, o *Quarteto Fantástico* fazia abdominais gargalhísticos nas poltronas da fileira D. Até que, obrigada Deus, entrou Rita Ribeiro cantando lindamente minhas canções preferidas!
Quem não conhece a moça, corrija este erro *tipo agora*! Ela tem a voz única, canções perfeitas e uma presença maravilhosa!
E na onda que o espetáculo pedia, Rita surgiu vestida a caráter: prendeu uma calcinha vermelha ao cinto que moldava a calça jeans e, logo-depois tirou-é-óbvio.
Cantou de forma divina *Eu sei que vou te amar*, obra de meu Poetinha Vinícius de Moraes, em dueto com seu parceiro e depois fez o seu show, acompanhada de um coro de pessoas felizes ao vê-la, ouvi-la e cantá-la!
Mas eis que Wando e sua enorme boca, digo, duas picanhas mal passadas, voltam. E do palco, o que se viu foram chuvas de rosas, maçãs e calcinhas.
Valei-me, minha-nossa-senhora-da-lingerie! Juro! Desviamos de peças íntimas e maçãs! Imagina o fruto do pecado lançado sem destino certo acertando você no meio da fuça!?!?
- E se pega no olho? - como dizem as mães...
Sei que em meio a todo o furdunço, saí ilesa. Maaaaaas quando olhei a amiga Rosana – que estava com o braço direito engessado e que, durante o show, bateu palmas com minha ajuda – caí na gargalhada!
Pobre Rô, não escapou... Indefesa, ela segurava entre os dedinhos que saltavam do gesso, um botão de rosa que nem fez esforço para pegar... Enquanto as fãs ensandecidas mais pareciam gladiadores lutando por um teco do buquê, digo, botão.
Ooopa, mas não é qualquer rosa, nãããooo! Pense! É uma flor tratada! Acho que com o mínimo de cuidados, durará uns três anos de tantos conservantes!
Para fechar a noite com *crasse*, pizza!
O erro foi a escolha do local, um dos piores que já fui e nem fresca sou. Um tal de *Pianino Pizzeria* que, pelo nome você jura que vale a pena, mas que é pé sujo é, ao extremo.
Péssimo atendimento, cardápio falho. Você pedia, eles não tinham. Nem sucos, cervejas, refrigerantes, pizzas ou mesas decentes. Descobrimos o último tópico, quando a amiga Patcomz gritou alertando trocentos quarteirões e avante:
- Um raaaaaaaaaaaaato!
Já não bastava ter voltado de um show de Wando, *ô-meu-pai*! Estávamos numa pizzaria *caga-sangue* e rodeados por uma super população de ratos que marcaram território nas mesas próximas à calçada.
A essa altura, já havíamos pedido a pizza que chegou e esfriou porque, enquanto as meninas Angels apoiavam as pernas nas cadeiras, Diego segurava um pedaço de queijo em uma mão e uma pedra na outra para acertar o roedor. Ô cena de valentia, coisa de filme [ de comédia! ].
Sei que chamamos o apático garçom e, em seguida, o apático gerente. Pedimos mesa dentro do estabelecimento. E vocês acham que eles ofereceram outra pizza? Que nada! Trouxeram a *te-vi-de-ontè* requentada!
Que raiva! Mas famintos e livres de roedores, acabamos ficando por ali mesmo e sorrindo da noite, até sermos os últimos a deixar o boteco aspirante à *pizzeria*.
Na volta para casa, uma cantoria digna de Teatro Municipal dentro do carro. Afinação dez, repertório zero! E quem se importa? Quem tem amigos não passa mal e a vida é mesmo um show!

Sábado, Julho 22, 2006

E lá vai a menina rumo a mais uma noite de *musgas clascas* e a feliz companhia dos amigos!
Tra la laaaaaaaas! ;)

Quarta-feira, Julho 19, 2006

* o protesto *

Prevendo toda a mobilização nacional, eis que a menina atualiza o espaço que embala. O *insight* surgiu após a demanda de pedidos e a visão do *furdunço* que seria a campanha ‘Publica, Marilyn’.
Realiza:
As previsíveis chamadas nos intervalos da novela de horário nobre, personalidades de olhos marejados, roupas cafonérrimas e textos forçadamente decorados ao anunciar o 0800 num apelo sofrível e, ao fundo, os bailarinos rodopiantes, os palhaços medonhos e a fumaça de gelo seco.
Mas não ligue ainda!
No pacotão completo, você levaria as presenças ímpares de Wanessas e Kellys, as presenças pares de Sandy e Juniores, seus pais, tios, primos, amigos de infância, seguranças e, ah, toda a família Lima.
Obviamente, contando ainda com a participação desnecessária-mas-já-que-estamos-aqui de calypsos e axés. Inclua na aventura, os uivos do vocal habitualmente confundidos com vozes, as periguetes de vestimentas fajutas e as patricinhas em coreografias vexatórias baseadas nas falidas micaretas.
Antes mesmo de ouvir choros compulsivos de clemência, de ver unhas roídas pela ansiedade e de causar soluços involuntários de medo, a menina resolveu poupar a humanidade que habita seu *cafofo virtual* e logo contar o que o povo pediu por *comments*, *scraps*, *e-mails*, *bilhetes*, *telefonemas*, *corredores*, *banheiros públicos*, *restaurantes* e *filas*:
O ‘depois’, o ‘pós’, o ‘ontem’ de Odair, o show.
Na terça passada ouvi o *ring-ring*. Era a amiga Patcomz chamando para tão peculiar programa de domingo. Na emoção, eu respondi:
- Vamos, *sim-salabim*!
Minutos depois, admito que na dúvida fiquei.
Ah, mas nada como um *diferencial-potencial-musgal* no currículo. A curiosidade era grande em ver o que sairia no próximo *A Bossa B* e fui sem medo de ser feliz para assistir a *quase ópera* entre Odair José e MV Bill.
Teatro lotado, *clascos* cantados em verso & prosa por pessoas-fãs e a menina-enquanto-pessoa estava letárgica na poltrona.
Por instantes, senti-me flutuar para dentro de um boteco pé-sujo, saboreando ovinhos de codorna coloridos, bebendo um guaraná xexelento, enquanto jogava sinuca ao som de Odair & Banda.
Meninas e meninos, eu tudo vi com estes olhos [ orgulhosamente ] míopes.
Em determinados momentos eu tirava os óculos... Para preservar a identidade, a capacidade mental e física e, também, para enxugar os cantos dos olhos, lagrimejados de pura emoção.
Pense numa pessoa que sorriu. Eu. E muito. Mas de um tanto. Tipo *muito-bastante*.
Não consigo ainda explicar como meu maxilar permaneceu intacto enquanto eu me acabava naquela poltrona guerreira, de luta, amiga e confidente.
Sei que agora posso dar meu depoimento dizendo que letras e melodias Odaristícas tonificaram meu abdômen.
- Pra quê academia? Complete a coleção de LP’s, *colega*!
Antes de músicos no palco, entrou Elke; discretíssima num modelito para se ir a feira e voltar pela calçada da Igreja para beijar a mão do padre.
Na seqüência, Odair e seu show. Com ele, uma senhora sentada ao meu lado esquerdo. Parecia inofensiva, mas foi soar o primeiro acorde que a mulher se revelou um monstro criado em cativeiro ouvindo fita cassete pirata: cantava tudo, fechava os olhos no refrão, balançava as mãos de lá pra cá enquanto eu desviava minhas córneas de sua direção.
O ápice foi mesmo o grito insano dela:
- Liiiiiiiiiiiindooooooooo!
Neste momento veio o pavor, questionando minha presença no recinto, relembrando meu histórico musical até bonzinho.
Fui, vi e venci.
Logo depois, para aliviar o quesito *ritmo*, chegou MV Bill que, na minha opinião, tomou a cena para ele com toda a categoria, obrigadadeus.
Pouco conheço de seu trabalho, mas achei o show muito bacana, cheio de energia e fiquei certa de que o cara tem muito a dizer, que é super esclarecido, inventivo e talentoso.
Ao final, tudo era festa!
Quando voltei da síncope, eu não mais estava na fileira F, muito bem sentada com as amigas. Encontrava-me de pé, levada pela multidão no *samba-rock*.
Enquanto isso, no Palco da Justiça, Odair tirava algo que estava preso ao rosto de MV Bill [ provavelmente fio de cabelo de Elke ]. E MV Bill já chamava Odair de O.J. Uma coisa *muito lá em casa*, sabe? Intimidade pura.
...
E eu comecei o domingo com um almoço *saborè*, rodeada de amigos que amo e que a dedo escolhi para a vida toda, pois, perto da gente, só quem nos faz bem e ninguém discorda.
...
De recheio, o projeto *A Bossa B*.
...
Para fechar o *Sunday Smiley Sunday*, pós-show, a gargalhada perdurou madrugada adentro com Patcomz e Rosana, as amigas *Sex & the City* das histórias mirabolantes e dos planos confabulantes.
Saboreamos crepes e dividimos muitas risadas porque generosas somos.
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E na semana que vem, Rita Ribeiro e Wando.
Ah, eu e minha mania pelo inusitado!

Domingo, Julho 16, 2006

As horas passam e o trajeto segue feito de musicalidade impregnada em cada milésimo de segundo.
A rotina é um show da Broadway. E se você não soube decifrar o dialeto da melodia, use os famosos *tra la las* seguramente improvisados, assim já fazia / dizia o poeta do nosso amor a gente inventa.
O itinerário da semana bem revelou emoções – sem Roberto Carlos, pelamor, por favor, obrigada.
Na ida, cantoria garantida com a *Lua de São Jorge*, de Veloso, o Caetano nosso de cada dia.
Na volta, um dueto básico com Bono, o único Vox, em *One* - a canção de toda a minha existência.
Sim, a música está para a Marilyn, assim como o pão francês está para a manteiga, já dizia o teste vocacional aplicado no colégio há algum tempo atrás.
O resultado fez a risada da menina invadir os corredores da instituição mantida por padres e freiras ltda. e, obviamente freqüentada por *anjos de candura ao avesso*, como vocês devem bem perceber!
Tal teste indicaria possibilidades profissionais aos curiosos alunos. E no caminho de parcas e confusas opções, o documento registrava em letras garrafais a mais hilária.
Eram listados três caminhos. Lembro-me somente de um, talvez o mais tosco de todos, conhecendo meu histórico vocal: cantora.
Se a menina sorriu? Nããããooooo, imagina!
Transformou-se na própria risada praticamente!
Ela só não caiu na gargalhada estilão Fafá de Belém ou cantou *Babalu* para não voltar pra casa com advertência do bedel dentro da mochila e cara mezzo Ângela Maria, mezzo Cauby Peixoto.
Oh, minha-nossa-senhora-das-cordas-vocais, tanto esforço mental depositado em um teste, buscando respostas como veterinária ou psicóloga para, tardiamente saber que, nasci para bail..., digo, cantar!
Sorte dos bons e seletos ouvidos que foi só um teste; azar dos que prematuramente escutam a menina cantarolar em salas, quartos, cozinhas, chuveiros e trânsitos.
Mas fiquem tranqüilos!
Quero também acalmar Marisas Montes, Anas Carolinas, Marias Ritas e também as Bethânias, a menina formou-se publicitária!
*É isso aíííííííí...*

Opa, semana fria de emoções concentradas como o chocolate quente [ afrodisíaco – piada interna! ] que a amiga Márcia ofereceu aos amigos na sexta-feira.
O momento *aaff* vai para o vento que insiste em fazer a curva em minha pessoa, estimulando arrepios pavorosos e deixando a cabeleira revolta gritando *meu nome é Gaaaaaaal*!
Já o momento *eeeba* vira troféu e vai para minha querida *mamis-postiça* Carolina, pelas palavras doces e emoções sinceras ao telefone.
Sim, tenho uma *double family*, escolhida ao acaso e amor.
Além dos amados aqui, tenho amados acolá.
Mãe, pai, irmã e irmão!
Tudo double e *importado* made in Guarulhos.
Sim, sou mesmo uma menina de sorte!
Não peço mais nada... além de meias para o inverno!
O sábado esteve para descanso, assim como o domingo estará para *almoço-delícia-lícia* com as amigas amadas e com o peculiar show de Odair José e MV Bill no projeto do CCBB.
Enquanto isso, [ ainda e sempre ] cantarolo Zeca, batuco no teclado e paro tudo e qualquer coisa quando vem a gaita.
Saravááááááááááá! ;)

Terça-feira, Julho 11, 2006

* a melodia *

Sim, eu tenho uma teoria que mais parece regra de aritmética musical:
Se Zeca Baleiro realizasse 30 shows seguidos em Brasília, seriam 30 dias com filas quilométricas, teatro esgotado e muito mais filas ainda para se conseguir as famosas cadeiras extras.
E tudo assim se confirmou. Tá, não tão-exatamente-assim, mas com direito a fila-furdunço considerável, teatro esgotado e sim, lá estavam elas, as cadeiras extras.

O CCBB está com mais um projeto chamado *A Bossa B* que reúne artistas de diferentes tempos, misturando estilos, formatos e conceitos.
A primeira série de apresentações aconteceu nos dias 07, 08 e 09, com Márcio Greyck e Zeca Baleiro, trazendo a chamada 'A Melodia'.
Para conseguir os convites gentilmente apelidados de *My Precious*, enfrentei fila [ que já era nascida e batizada de Fila Maria antes mesmo da bilheteria parir, digo, abrir ], fiz amizades enquanto o tempo não passava, contei histórias e trajetórias, ouvi outras tantas, senti um frio lascado que resolveu fazer a curva justamente onde eu estava instalada e disse um:
- Mas que puxa, moço...
Quando chegou minha vez de escolher as sonhadas poltronas.
Então, o "moço" falou que eram somente quatro ingressos por pessoa... e a menina queria cinco!
Começou o drama: a *maratonista* aqui fez cara de choro, bateu o pé no chão fazendo birra, contou que acordou cedo, que saiu do c# do mundo e naaaaaada do "moço" ceder. Mas quando ameacei cantar "Escrito nas Estrelas", de Tetê Espíndola, ah, meus caros, tudo se resolveu!
*hohohohohohohohohohohohohohohohoho*
Mentira, o "moço" vendeu na boa! :D
E nem precisei mostrar os peitos!
*hohohohohohohohohohohohohohohohoho*
Exagero, eu sei, mas estava praticamente L-O-T-A-D-O e escolher o melhor lugar era tarefa para Marilyn, unicamente.
E com a ajuda de meu santo forte e do dito e repetido *Saravá* [ mantra utilizado sempre que Baleiro resolve baixar suas canções na Capital ], consegui fileira A, praticamente *tête-à-tête* com Zeca, o "homem da banda de um homem só". E quem é o homem-banda? Tuco Marcondes, violonista e tudo mais que ele quiser ser nesta vida.
Os shows contam com apresentação & pitacos de Elke Maravilha, uma simpatia de pessoa... E uma pessoa vestida de bota praticamente! Ela tem tanta história para contar que dá vontade de pedir um bis somente de seu ser-enquanto-pessoa [ e bota! ].
E como pede o estilo do projeto, a *musga* brega esteve presente nas canções melosas de Márcio Greyck. Mas tããããoooo presentes que em determinados momentos quase entrei em crise.
Pense! A menina e seus amigos lindos e nova-iorquinos muito bem acomodados na fileira A, ansiosos por balançar o ombrinho ao som de Baleiro até que, de-repente-não-mais-que-de-repente fui absorvendo [ ou sendo absorvida por ] todo aquele lamento amoroso *musgal* impregnado nas letras de Greyck.
Ele disse que é "romantismo puro" e eu concordei. Concordava com tudo, inclusive. Pálida, gélida e sofrida, eu concordava que Jesus era Genésio, que urubu era meu-lôro.
Depois de quase pedir uma injeção de tudo-menos-glicose na veia, meu maranhense preferido entrou em cena fazendo com que eu desencostasse da poltrona e que cantasse até dar uma dor!
Márcio Greyck estava acompanhado de uma banda para chamar de sua; já Zeca estava *de Tuco* e, junto dele, seus violões, guitarras, baixos, ukeleles e a gaita que tanto amo e que me faz confessar qualquer *mal feito*!
Resumindo, foi um show muuuuuuuuuito bacana! Idéia maravilhosa do Centro Cultural que prova como a miscigenação de ritmos e de estilos é mesmo válida.
E o projeto continua, pessoas!
Esta semana tem Odair José e MV Bill!
Jamais cogitei a hipótese! E depois de muito pensar a respeito e de convite receber, resolvi ir também.
Vamos prestigiar e fazer coro no *clásco* "Vou tirar você desse lugar", obra prima de Odair, o José e único. Terei histórias para contar depois!
Já na próxima semana serão Rita Ribeiro e Wando [ el hombre das calcinhas vermelhas, pêssegos em calda e morangos com chantilly! ].
Rita é maravilhosa! Para quem ainda não conhece, vale muito a pena corrigir este infinito erro que assombra seu finito viver.

Seção *Cof, Cof, Cof*:
E quem é que tem CDs de Zeca autografadíssimos, que viu show a convite do próprio, que ganhou solo de gaita de Tuco e que ainda dividiu pizza com a equipe *Baleira*, hein, hein, hein!
Ah, isso foi em outro show, bem anterior a este, mas nunca falei nada aqui no *TM News*...
Foi natural... e quando vi, lá estava euzinha, sem culpa e feliz.
Saraváááááááá!

Domingo, Julho 09, 2006

* nalgum lugar *

E enquanto o resultado da Dona Copa não vem [ já que França e Itália estão em campo, num jogo sofrível, tanto pela narração de *Galvón* Bobueno, quanto pelo 1 x 1 interminável ], digo que vou ao show de Zeca Baleiro e que logo voltarei, feliz, cantarolando meus tambores preferidos e batucando minhas canções favoritas.
Saraváááááááá!

Sexta-feira, Julho 07, 2006

Ah, tantas histórias e devaneios que você nem acreditaria!
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É bem verdade que ainda mantenho um espaço cheio de *fru-fru* que chamo de meu e de alucinações que a tantos também pertencem.
E com todos estes *tantos*, gentilmente, tenho compartilhado as aventuras. Direitos cedidos, *ca-la-ro*! Mas uma ressaca pós-gripal impede que a menina entre em detalhes.

... E com cara de paisagem fiquei ao ver o céu azul de tão azul na manhã de quinta-feira.
Isso é Brasília: não temos mar para olhar o vai-e-vem das ondas, mas temos um céu lindo que toca o chão, com as nuvens fazendo as vezes de ida, de volta e de formas.
Dias frios, muito frios.
Sono em demasia.
Câmbio, desligo.

Domingo, Julho 02, 2006

* gripe do frango brasileiro *

A combinação de papéis envelhecidos pelo tempo e um nariz ultra-extra-plus sensível resultam sempre na famosa indisposição respiratória.
E graças ao trabalho modestamente eficiente, cá estou fanha, surda e capenga.
Já diziam os sábios: *nunca se esforce tanto, ninguém vai reconhecer*... Sim, esta foi a máxima do dia, atchim!
Na sexta mesmo, passei pela farmácia como quem vai ao shopping. Pedi as novidades em analgésicos, antibióticos, soros e produtos otológicos.
Já no balcão, avistei as famosas balas de gengibre, mel e própolis e não titubeei, pedi também.
E aqui estou mergulhada em chás, cobertas, corpo mole e com os ouvidos tapados de qualquer som e com toda a dor.

Conhece a estória da mulher que dormiu de rímel e acordou de sombra? Pois *zé*, dormi com o país rumo ao Hexa e acordei com o silêncio dos perdedores.
Fããããã de futebol eu não sou, mas durante a Copa do Mundo eu procurava acompanhar o Brasil em campo. Ontem, durante o jogo da Seleção com a França, foi praticamente impossível manter-me frente à TV: febre, ouvidos em polvorosa e nariz indisposto; coloquei-me a dormir. Ao despertar, a notícia da Seleção eliminada do evento, numa versão *sacode, sacode*: só depois de perder é que os apáticos jogadores e sua equipe técnica foram reconhecer e vestir a camisa do *eu errei*.
Por não ser fã do esporte, pouco eu entendo, mas estava claro para qualquer um a falta de esforço dos caras. Tem jogador que só faz volume, que foi a passeio e que, em minha humilde opinião, pode aposentar e montar escolinha de futebol para ensinar criança a fazer embaixada e chutar na trave pra bola voltar... É o que eles fazem de melhor; em campo, parecem perus bêbados em véspera de Natal, ninguém se encontra, ninguém se entende, os egos e as vaidades são maiores do que a representação deles.
Chama-se *sorte* o fato do Brasil ter conseguido chegar até aqui... Na base do 1x0 quase vitalício e que virou contra o criador, pois assim perderam para os franceses.
A derrota serviu para calar a boca da toupeira do Parreira, para fazer com que o Zagallo finalmente encontre o caminho de volta pra casa e que assim leve junto mais de meia dúzia de jogadores que só rendem em times europeus.
Mais decepcionado do que quem reuniu família & amigos S.A. para comemorar uma possível vitória, está o então Presidente *Mula* que não vai usar a Seleção como pingente de ouro branco para sua Campanha de reeleição.
Aquelas cenas grotescas de jogadores afundados em álcool descendo a rampa do Palácio do Planalto em cambalhotas ou então dando a volta pseudoturística em Brasília, em carro aberto, ao som de axés insuportáveis, estão devidamente vetadas, assim eu espero...
*Mula* não seria capaz... Depois de tanta besteira que fez, falou e expôs, mais uma seria imperdoável para sua futura-ex-campanha.
E outra, os pseudojogadores têm amor à vida. Passeio em carro aberto muito lembram ovos e tomates voadores super treinados.
*Zidane, Mula*!

Va te faire foutre!
[ Pardonnez-moi, lecteurs! ]