* por onde andei *
Aí você acorda cedo, enfrenta um trânsito imoral, finge que não ouve a música de origem duvidosa do carro ao lado, desvia de bandeiras com motivos políticos, desembesta a rir quando vê fotos da campanha de candidatos - que você conhece desde o *tempo de guaraná com rolha* - subtraídas de pés-de-galinha, rugas ou quaisquer marcas de expressão, avança meio metro, depara-se com bonecos horrendos e nem um pouco criados imagem & semelhança ao pobre aspirante candidato ao cargo de corrupto, escuta aquela música que tanto adora e que queria ouvir, cantarola, sinal vermelho, desafina, sinal verde, seta para a direita, passa a terceira marcha e... cadê o estacionamento que tinha aqui?
Pois *Zé*, e eu achando que o moço Murphy havia me esquecido, arrumado a mochila e partido para Tuvalu, levando somente lembranças de um tempo de nós dois. Mas nããããooo, ele estava lá quando meus olhos marejaram tristes ao ver o estacionamento fracionado sem nenhuma vaga em vista.
Não tem mais desolador...
Na verdade, tem sim. Cercaram o local e cavaram tudo ao redor para fazer brotar mais um prédio... que futuramente será habitado por mais pessoas, com mais carros e, conseqüentemente, menos vagas.
Jamais poderei suportar!
Pô, JK, assim não dá para ser feliz!
Na verdade, dá sim. Abstraí o *dia maratona* e concluí a missão pela busca do presente perfeito. Adianto que sem a ajuda de Tom, o Cruise, credo em cruz!!
O momento *surpresa-do-dia, freguesa!*, foi o encontro com a amiga de tempos e e-mails no shopping onde todo mundo se encontra. Porém, mais espontâneo mesmo foi o mico das caixas empilhadas que a menina delicadamente encostou e que rolaram prateleira abaixo. Ora, ora! Lugar estratégico para se colocar objetos de formatos diversos: bem na frente do Café lo-ta-do da loja que vende *cedês*, *devedês* e *eteceteras* e, bem perto de minhas habilidosas mãos inabilitadas... Não deu outra...
Se a platéia assistiu a queda do Império?
Claro que siiiiiiiii! Faltou aplauso e o grito de *olè* somente.
Mentalizei:
- Super *Gêmulas*, ativar! Forma de planta!
Fiz cara de paisagem, contei com a ajuda solidária de uma das atendentes e, muito bem resolvida saí, pisando firme... mas quaaaaaaase correndo tal qual um guepardo pós-vexame.
E mais lesada que a pomba-lesa aqui não há. Voltei ao mesmo recinto desolador, já que havia deixado para comprar depois a caixa linda que observara enquanto gargalhava com a amiga nos corredores da discórdia. E foi no caminho da realização consumista que vi a cena acontecer em câmera lenta: outra atendente em posição de vantagem se aproxima, agarra o produto desejado por minha pessoa e gruda um adesivo broxante de *reservado*.
Jamais *poodle* ser feliz assim...
Guerreira, enxuguei o rosto e parti em busca da caixa sonhada. Com toda a malemolência e ginga da mulher brasileira que sabe derrubar coisas, ativei a *coordenação motora plus* e fui na fé: achei caixa, fitas, cartões, *fru-frus* e com dignidade, minha gente!
Aí você acorda cedo, enfrenta um trânsito imoral, finge que não ouve a música de origem duvidosa do carro ao lado, desvia de bandeiras com motivos políticos, desembesta a rir quando vê fotos da campanha de candidatos - que você conhece desde o *tempo de guaraná com rolha* - subtraídas de pés-de-galinha, rugas ou quaisquer marcas de expressão, avança meio metro, depara-se com bonecos horrendos e nem um pouco criados imagem & semelhança ao pobre aspirante candidato ao cargo de corrupto, escuta aquela música que tanto adora e que queria ouvir, cantarola, sinal vermelho, desafina, sinal verde, seta para a direita, passa a terceira marcha e... cadê o estacionamento que tinha aqui?
Pois *Zé*, e eu achando que o moço Murphy havia me esquecido, arrumado a mochila e partido para Tuvalu, levando somente lembranças de um tempo de nós dois. Mas nããããooo, ele estava lá quando meus olhos marejaram tristes ao ver o estacionamento fracionado sem nenhuma vaga em vista.
Não tem mais desolador...
Na verdade, tem sim. Cercaram o local e cavaram tudo ao redor para fazer brotar mais um prédio... que futuramente será habitado por mais pessoas, com mais carros e, conseqüentemente, menos vagas.
Jamais poderei suportar!
Pô, JK, assim não dá para ser feliz!
Na verdade, dá sim. Abstraí o *dia maratona* e concluí a missão pela busca do presente perfeito. Adianto que sem a ajuda de Tom, o Cruise, credo em cruz!!
O momento *surpresa-do-dia, freguesa!*, foi o encontro com a amiga de tempos e e-mails no shopping onde todo mundo se encontra. Porém, mais espontâneo mesmo foi o mico das caixas empilhadas que a menina delicadamente encostou e que rolaram prateleira abaixo. Ora, ora! Lugar estratégico para se colocar objetos de formatos diversos: bem na frente do Café lo-ta-do da loja que vende *cedês*, *devedês* e *eteceteras* e, bem perto de minhas habilidosas mãos inabilitadas... Não deu outra...
Se a platéia assistiu a queda do Império?
Claro que siiiiiiiii! Faltou aplauso e o grito de *olè* somente.
Mentalizei:
- Super *Gêmulas*, ativar! Forma de planta!
Fiz cara de paisagem, contei com a ajuda solidária de uma das atendentes e, muito bem resolvida saí, pisando firme... mas quaaaaaaase correndo tal qual um guepardo pós-vexame.
E mais lesada que a pomba-lesa aqui não há. Voltei ao mesmo recinto desolador, já que havia deixado para comprar depois a caixa linda que observara enquanto gargalhava com a amiga nos corredores da discórdia. E foi no caminho da realização consumista que vi a cena acontecer em câmera lenta: outra atendente em posição de vantagem se aproxima, agarra o produto desejado por minha pessoa e gruda um adesivo broxante de *reservado*.
Jamais *poodle* ser feliz assim...
Guerreira, enxuguei o rosto e parti em busca da caixa sonhada. Com toda a malemolência e ginga da mulher brasileira que sabe derrubar coisas, ativei a *coordenação motora plus* e fui na fé: achei caixa, fitas, cartões, *fru-frus* e com dignidade, minha gente!
Montei o presente mais lindo e prateado que escolhi há dias, preenchi a caixa - muuuuuuuuito mais bonita do que a *reservada* - de papel celofane de todas as cores, adicionei incenso e sachê de lavanda e, para ficar *mais-charmoso-impossível*, fita dourada para o laço.
Tudo isso direto para Guarulhos, com amor, para a minha *gêmula do coração*.
Tudo isso direto para Guarulhos, com amor, para a minha *gêmula do coração*.
Semaninha punk, de moicano e ao som de Sex Pistols! Acho mesmo que preciso de um fortificante: fugi de festinhas daquelas *buuura, gente!* e deixei na gaveta o convite *VIP, tá!* para os desfiles do Capital Fashion Week que ganhei assim... ganhando, sabe?
Ah, o cansaço foi muito maior do que a vontade de me montar toda e seguir rumo ao mundinho da moda e luxúria que teoricamente me dá uma preguiiiiiiça.
Para animar, só mesmo o telefonema do *amigo-irmão* Ney, aquele que me entope de histórias engraçadas, de fazer doer a barriga de tanto sorrir!
E o sábado chegou... com ele, mil tarefas, oh!
Será que eu vou sofrer?
Apostilas chatas para absorver, livros legais empilhados, faxininha na espera e o sábado cadê?
Acho que quero outra sexta!
And I want it now!
Ah, o cansaço foi muito maior do que a vontade de me montar toda e seguir rumo ao mundinho da moda e luxúria que teoricamente me dá uma preguiiiiiiça.
Para animar, só mesmo o telefonema do *amigo-irmão* Ney, aquele que me entope de histórias engraçadas, de fazer doer a barriga de tanto sorrir!
E o sábado chegou... com ele, mil tarefas, oh!
Será que eu vou sofrer?
Apostilas chatas para absorver, livros legais empilhados, faxininha na espera e o sábado cadê?
Acho que quero outra sexta!
And I want it now!







