::gil elvgren::

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Tá, eu já sabia de tudo. Ele chegaria sorrateiramente, mas na hora certa.
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Eu estava errada, *druga*!
A gente ensaia o ano inteiro para que aconteça da melhor forma, que deixe lembranças eternas e que aquele saudosismo bobo dos quinze anos permaneça até as trocentas próximas gerações.
Mas o que dizer de um aniversário que avisa sua chegada das seguintes maneiras, dois pontos:
1) Lombalgia inacabável e inabalável após prévia [ eu disse prévia ] organização do cafofo e de tudo que ele comporta.
2) Lombalgia-mor inabalável e inacabável após tentativa de organização [ eu disse tentativa ] do cafofo e de tudo que ele não comporta.
3) Sábado nublado, a dorzinha chata persiste e você sai para comprar o que faltava na mala: as passagens e os chinelos. Sacolinha na mão, dinheiros a menos no bolso, sorrisinho no rosto e você cantarola aquela música que jamais conseguiu parar desde a semana passada. O sol começa a surgir, janela aberta, cabelos soltos ao vento quando, *de repente não mais que de repente*, você enxerga uma luz!
Não, não era Ele, o Jesus, oh.
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Era um fio de cabelo branco!
- Ai Jesus, o que farei?
Ou melhor, como ficarei... loura?
Porque todos bem sabem: mulher não envelhece; mulher fica loura.
E no balanço das horas e no sacode do carro e cadê que eu conseguia achar o maldito fio branco que me fez sentir o Matusalém de saias, chinelos e 969 anos quase completados?!?!
E no que achei o danado, mais adiante avistei dois amigos dele... isso mesmo, mais dois fios de cabelo branco!
Os olhos marejaram...
No impulso, arranquei-os-os-os. Mesmo contrariando a teoria de mãe que diz assim, bata na madeira:
- Se arrancar, nascerá mais.
Mas como eu voltaria para casa com um sábado pseudo-ensolarado na janela que de nada favorecia meu ângulo?!?!
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Pois *zé*, passados poucos dias, ele chegou.
Hoje é meu aniversário, continuo nos vinte & poucos anos e tenho três fios de cabelos brancos a menos, mas que dia mais feliz!
Na segunda, saí para comprar o que ainda faltava na mala [ acredite, eu tenho o dom, o poder, a capacidade de deixar coisas faltarem ]. Aproveitei para almoçar-delícia e quase, mas por muito pouco, não ganhei de presente meu prato de sushis.
Então, conhece essas promoções loucas de restaurantes? Eu não conhecia, mas presenciei a cena tosca: entrei na fila, prato na mão, olho no sushi, equilíbrio descoordenado, balança, gramas e preço a pagar. Enquanto esperava a bebida, escuto uma sirene e vejo os atendentes todos batendo palmas efusivamente. Jamais entendi. Até que escutei um deles explicar para a senhora que estava sendo atendida após minha pessoa:
- Parabéns! Você foi a cliente número *sbroubles* e nada pagará pela refeição!
Neste momento eu ainda esperava o troco e tirava o queixo do chão. Mas como assim, *Beal*?
Logo recordei: deixei ela passar para pegar salmão, depois ela me deixou alcançar o camarão e quem ganha o 0800 é ela?????
Mas a pré-aniversariante soy yo!
Ai como sofro!
Sem contar que, enquanto procurava uma mesa, a praça de alimentação inteira olhava a menina aqui... já que a senhora por lá ficou sendo paparicada pelos *sushis men* [ existe isso? ].
Ou não, né? Talvez por vergonha mesmo!
*hohohohohohohohohoho*
Dias cheios, telefonemas legais, pessoas bacanas, horas preenchidas, cabelo novo & podado, recados lindos, lidos e ouvidos de parabéns! Além de mensagem via *celulite*, exatamente às 00h02m29s, da minha *irmã-gêmula-preferida* que encontrarei daqui a poucos dias!
E nojenta que estou, *moléstia à parte*, agradeço aos recados queridos antecipadamente!
Tô de férias!
Tô de aniversário!
Tô de viagem!
Beijucas, povos! ;)

Quinta-feira, Outubro 19, 2006

* minhas férias *

*Povos meus*, pensei até em abrir uma CPI para conhecer as razões do boicote com minha pessoa, relatado ali ó, no dia 17, em tom de *sistema nelvoso*. Pós-insultos verbais com a máquina, transcendi e ocupei-me com afazeres mil, deixando para trás a pseudo-eficácia das teclas Ctrl + C e Ctrl + V.
E cá entre nós, desconfio, mas desconfio mesmo que Blogspot e Sir. Murphy foram apresentados por amigos em comum, *sabecomoé*? Daqueles que viram amigos de infância em menos de duas horas. Duplinha infame que muito me fez deferir palavras de baixo calão e termos chulos.
Não sei bem o que aconteceu, na verdade, sei sim: eu não conseguia copiar-colar a *p*itomba do texto na tela do blog, mas afirmo a vocês que sempre faço a mesma coisa: eu uso o chamado Microsoft Word para pontuar os devaneios. Texto pronto, publicado e datado. Aguardo ansiosamente os queridos comentários e respondo um a um, fazendo um plágio descarado de Papai Noel nos Natais todos. Precavida que sou, copio os comentários para o mesmo arquivo Word e engaveto tudo.
Viu só, não perdi o danado do texto, mas acho que ele próprio se perdeu, já que do feriado do dia 12 até hoje, coisas aconteceram, dããã.
Defasou, desandou, brigadeiro grudado no fundo da panela... que a menina esperou esfriar, pegou a colher e saboreou, hum.
Porque se você achar que a Marilyn vai ao cinema, que canta a trilha do filme dublando cada estrofe e que adora ver os créditos na imensa tela... você está absolutamente certo!
Dia da criança, parques, zoológicos, clubes, esquinas e shoppings entupidos de pessoas adultas e de suas respectivas pessoas pequenas. O que fazer no feriado para se *giverjir* quando você é uma pessoa média e que se empolga quando escuta *Nosso lindo balão azul*?
- Cinema?
[ ouvi cinema, não é? ]
Pois bem, para que a escolha cautelosa esteja dentro dos padrões de qualidade, com direcionamento de metas e visão ampla do mercado, isto é, sugere-se um filme com censura acima dos quatorze anos para maior comodidade de todos num feriado tipicamente infantil quando se tem pessoas que cantarolam:
*... pegar carona nessa cauda de cometa, ver a Via Láctea, estrada tão bonita... brincar de esconde-esconde numa nebulosa, voltar pra casa nosso lindo balão azul...*... [ passou, gente! ]

E assim as amigas Marilyn e Daphne escolheram *Muito Gelo e Dois Dedos D'água*, com trilha sonora que vai de Balão Mágico, passa por Caetano Veloso e desemboca em Vanessa da Mata. As amigas puseram risadas e confabulações em dia e gargalharam ainda mais como há tempos não faziam porque, situações, pessoas e coincidências passam assim-assim rasteiras em nossas vidas!
Da série: eu conheço fulano que você também conhece, mas que não se conhecem exatamente entre si, entendeu?
Muito cuca no lance, meus caros. Mas nem precisa compreender, os ângulos são distintos, desnecessários, em demasia, deixa pra lá, dããã.
E depois de um longa metragem bacaninha, mas com um final que poderia ser melhorado, minha dica é:
- Daniel, meu Filho, contrata logo a dupla de críticas e roteiristas aqui para deixar a Globo Filmes com argumentos plausíveis para os lançamentos futuros.
Mas não agora porque a fome não pode esperar. E o *estrombo* que já trocava uma idéia com minha pessoa foi devidamente abastecido por um daqueles hambúrgueres de 2,10m do Marvin.
Está com fominha, tá?
Porque se for *inha* não vá lá, não!
Só vá quando a fome conversar contigo.
A largada para as férias deu-se nesta segunda, mas foram pré-iniciadas desde o feriado, com direito a sonos maiores, preguiças gigantes e uma penca de coisas a fazer e preparar, entenda-se por *a famosa lista de viagem*.
Fui colocando no papel tudo que se precisa para uma pequena temporada em São Paulo, com direito a pessoas queridas e shows esperados.
Para tanto, perambulei *porraí* comprando *as coisas da lista* e descobri que a vida de perua é uma coisa desgastante, não é mesmo, Paris, a Hilton?
[ *hoho* só se for a Paris, cidade luz, em chamas, né? *hoho* ]
Caso esta máquina aspirante a computador contribua até o dia de sua formatação, eu contarei até dez, ou melhor, eu contarei casos & fatos.
Comportem-se!
Como sempre, deixei lasanha congelada, saladinha lavada, cortada, temperada, frutas na mesa da cozinha, um beijo e *ca-la-ro*, um queijo!

Terça-feira, Outubro 17, 2006

... quer dizer que eu fiz um texto enorme e na hora de *copiar-colar* o Blogspot boicotou?
Jamais acredito!
É só comigo é?
Pense numa fúria.

Quinta-feira, Outubro 12, 2006

* és parte ainda do que me faz forte *

Cena de filme em que a mocinha corre em direção ao seu mais precioso amor, neste instante, no meu caso, o mocinho atende por Férias.
E assim passei todo o dia: correndo em direção de; ao encontro de; em busca de: descanso, cabeça fria, horizontes novos.
Trabalhei como se fosse sexta-feira, almocei com uma fome ansiosa de quem quer logo acabar, perdi a conta de quantos copinhos descartáveis cheios de água eu ingeri. E quando chegou a grande hora de ouvir *boas férias... aproveite... juízo...*... suspirei e pensei *it’s party time!*.
Dei-me ao direito de saborear meu chocolate preferido, fiz a segunda voz para Renato Russo enquanto voltava para casa e assim cantei "... mas tudo bem, tudo bem, tudo beeeeeeeeem...".
Ah, Renato!
Ele sempre me conheceu tão bem, antecipando palavras que somente eu sentia e não sabia explicar. É meu oráculo emocional.
Há dez anos eu estava na escola sentada numa escada que dava acesso à sala de aula quando soube da partida do moço temperamental, doce, contestador, criativo, sensível, inteligente, engraçado e querido por multidões.
Desde então, sempre que busco respostas para as inquietações de uma menina que, mesmo quando não está pensando em nada, está pensando em algo, ele surge com a simplicidade, simples assim e me traz o sorriso da solução.
Por enquanto [ sem intenção de citar a música ], vou carregando a certeza de que preciso fazer uma listinha de viagem, preciso formatar a máquina que por computador atende, preciso segurar o riso todas as vezes que vejo a cara do molusco do então presidente candidato a mais quatro anos de trapaças, corrupções e vergonhas e preciso costurar o botão daquela blusa branca que tanto adoro.
E eu que não sou ligada em horóscopos e afins, li o seguinte, ó:

"Depois de algumas tempestades necessárias, a bonança chegou para estimulá-lo a tomar imprescindíveis atitudes. Enquanto o tempo esteve fechado, você pensou, pensou, e agora é hora de pôr as decisões em prática. Aproveite que as águas estão serenas para ter o tal papo e limpe a pauta. Reconforte o coração, o seu e de certo alguém"

E não é que cai uma chuvinha boa daquelas de resgatar um sono mal dormido e de renovar a criança que vive dentro de cada um também. Já que os astros assim dizem, agarre a cauda do cometa e feliz dia dos pequeninos para nós todos!

Terça-feira, Outubro 10, 2006

* whatever *
Serei repetitiva ao dizer que a vida nada mais é do que uma sucessão de acontecimentos entrelaçados por dias e noites, que vêm e que vão, com idéias que surgem e que ressurgem, com conclusões que teimam em confirmar-se e que rapidamente passam a ser questionadas de novo e de novo.
Geléia no biscoito, *sabecomoé*? Passa pra lá, passa pra cá, sem muita consistência, sem muito o que pensar, uma coisa assim, amara.
Certezas questionadas, dúvidas esclarecidas, silêncios que gritam e o meu diploma de monja tibetana jamais monástica e tampouco enclausurada que ficou retido no alto do castelo e que jamais pegarei por vocação não ter.
[ intervalo ]
Ah, ser recebida por sorrisos, abraços, palavras bonitas e um desenho feito exclusivamente para sua pessoa?
Não tem melhor, não!
Então, sempre que pode [ porque criança tem muita energia para gastar! ], a fofíssima Ariel presenteia a *tia Marília* com seus traços & cores!
A pequena, filha de uma amiga querida, soube que a *tia* aqui esteve *dodói* por estes dias e logo tratou de providenciar a arte homeopática *desenhal*!
Crianças são mágicas e conseguem preencher com alegria a vida destes adultos que se preocupam demais ora com o tudo, ora com o nada.
E quando o scanner resolver sair da moita, publicarei aqui tão preciosa peça que terá lugar cativo: a nova mesa que ocuparei no novo cafofo lá em meados de novembro, ao lado de meus *fru-frus* todos! Sim, porque eu sou uma pessoa *fru-fruzenta*.
Falando em criança feliz, lembrei-me que elas crescem e que se tornam pessoas que engrossam as pernas no shopping. Eis a lenda viva que sempre erra nas datas das compras: fui e fui na véspera do dia dos pequeninos, oh!
Pense num lugar cheio. Agora imagine filas, muitas delas.
Caminha daqui, prova roupa dalí, calça sapatinho *dacolá* e enfrenta-se uma multidão de pessoas, em sua maioria, adultas, fazendo a mesmíssima coisa que a Marilyn: engrossando o mocotó.
That’s okay, não consegui realizar metade do que pretendia para entrar no Guiness: fui decidida a comprar blusinhas confortáveis, sandálias macias e bolsas adequadas ao tom da pele, da roupa e do tempo.
Obstáculos maiores? Filas infames e chuvas que pelo lado norte ameaçam chegar e gripar-me-tralalá.
Somente sei que perdi a noção do tempo em que fiquei parada na mesma circunferência olhando para as pessoas na outra extremidade do caixa. Aquela velha impressão de que *a fila do lado anda mais rápido*. E ainda descobri minha fantástica habilidade em achar sandálias maravilhosas quando vistas do lado oposto da vitrine. Eu olhava, achava linda e quando me colocava frente a frente com o pisante, fazia cara de *huuuuum, too much for me!*.
A expedição continua [ pensa que acabou? ]: a busca pela bolsa perfeita.
E avante!

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Nas horas difíceis, os olhos ficam cegos.
É preciso, então, enxergar com o coração

Antoine de Saint-Exupery

Se a palavra é *recomeçar*, eu quero três exemplares embalados para presente, para viagem e para colocar lá na estante de casa, ao lado da TV, pra eu ficar olhando nos momentos vagos de um programa chato ou enquanto escuto o silêncio para me contagiar.
Só porque a vida é mesmo complicada e perfeitinha, um dia assim, outro ass..., ops, mal passado.
Oh claro, o *passado*! E para dar continuidade à minha válvula de escape virtual é necessário ativar a tecla rewind do controle remoto e rever algumas cenas de uma vida-roda-viva.
De 'bem passado' - desculpem o *trocadalho* -, poderei exibir cenas da noite de sexta-feira, de 29 de setembro, ao lado de amigos, em uma churrascaria entupida de pessoas, picanhas, massas, cupins, saladas, maminhas, lingüiças de todas as espécies e uma menina que se entupiu mais ainda de... de... sushis!
Lindos, coloridos e apetitosos!
Transformei-me em *japoneusa* e enchi o bucho até ser questionada por um dos presentes se eu era vegetariana!
- Hello, stranger! Jamais fui, mas hoje sou!
Entre tecos de carne rosadas e cheias de pigmentos avermelhados, preferi mesmo o saudável sushi, alternado com... sushi, *ca-la-ro*.

E para reunir os amigos de labuta diária foi necessário reservar uma *senhoura* mesa! Para quem já viu Tarcísio e sua família-constelação reunida na trama de Maneco, teria vertigem ao se deparar com a nossa mesona-pé-de-feijão! Nenhum eufórico *Tide* presente e sim, muita risada, fotos hilárias e um ar condicionado ultramoderno e "bem" localizado que me embaçava as lentes dos óculos a cada garfada, a cada gole.
Para fechar a noite, conta paga pela generosa empresa e Pedro Bial. Sim, ele mesmo e uma equipe enorme da Rede Globo no mesmo recinto que nós.
*achochique*
No item 'ao ponto', as eleições! Além de exercer a democracia, o domingo serviu também para os reencontros! A cada corredor, um amigo. Quando chego em minha seção, a mesária olha pra mim e diz: "... estudei com você lá pelos idos da 3a série!". Valei-me, dois dinossauros de vinte e poucos anos exercendo a cidadania, oh!
* De 'mal passado', a semana deveras triste e um choro de doer o peito, daqueles que você teimou em guardar, mas que não conseguiu e que nem deve guardar mesmo.
Como se não bastasse, veio a mim a certeza de que quando o ser humano pretende ser injusto e egoísta, ele é. Mas a outra certeza é a de que a verdade é muito maior do que qualquer mentira descabida, qualquer estória mal contada e qualquer maldade desmedida. Situação chata, mas resolvida. Tive orgulho de minha atitude, de minhas palavras e daqueles em quem confio e amo.

Hoje precisei ausentar-me das atividades todas. A médica não hesitou em atestar meu estado clínico após uma conversa tranqüilizadora das mil coisas acontecendo ao mesmo tempo agora. Estou triste, mas estou forte. A tristeza passa, a fortaleza fica.

* Matéria sobre o vôo 1907 (Gol), acidente ocorrido em 29/09/06:
Em 04/10/2006, o jornal Correio Braziliense publicou o perfil da tripulação e de alguns passageiros, entre eles, uma amiga de faculdade, a Patrícia – menina tranqüila, querida e de sorriso fácil...

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

... era para contar histórias felizes de um jantar com amigos, falar sobre eleições, encontros inusitados e amenidades de mais uma semana de aventuras e devaneios mil, mas eis que surgiu a tristeza no meio do caminho. Notícia que tirou o sorriso do rosto, tanto do meu, quanto do seu. Mais triste ainda foi descobrir pessoas que por sua vida passaram e que naquele avião estavam...