::gil elvgren::

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Mais um da série *tem palavra para colar sentimento + idéia de forma racional*?
- Tem, mas acabou, moça.
E eu que sempre fui acostumada a desejar *bom dia*, *boa tarde*, *até amanhã* & *bom final de semana*, terei de aprender a desejar *dias bons* para todos nesta sexta.
Na segunda, escutar o famoso *bem vinda*.
É mais prático. Tá bom, é sonoro.
Terei equipe, local e pessoas novas para aprender e trabalhar junto.
Ah, as pessoas, elas chegam e ficam.
Mas o intuito da vida é fazê-las passar-chegar-ficar para sempre somando histórias e sorrindo das lembranças. Vira e mexe há um tropeço, daqueles que marcam da mesma maneira, mas que nos fazem aprender que existem pessoas e pessoas, e dessa raça, eu só quero quem é do bem ao meu redor.
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E eu já falei que ainda não aprendi a lidar com despedidas?
Pois *zé*, amanhã será um curso intensivo para mim.
O frio na barriga se faz presente, o choro é previsível e a cara borrada de rímel, parecendo Miss Universe é deveras esperada.
...
Vou ali colocar lenço na bolsa e volto.
:´(

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

* minhas férias *

Alguém viu *porraí* um moço franzino e pálido chamado Tempo?
Desde que cheguei de viagem, desde que as férias acabaram, desde que o horário de verão inferniza meu sono, o Tempo e a Menina jamais se encontraram desde tudo.
Para os que pensaram que eu havia pousado erroneamente em Varginha, sendo abduzida pelo *ET-cidadão-honorário-da-região* ou que eu ainda estava na sala de embarque, abraçada na mala, esperando o vôo ir ou voltar para meu estado de passagem ou de origem, esclareço que fui a SP e que voltei ao DF, que histórias aos montes acumulei, que momentos todos registrei e que saudades gigantes sinto e sentirei [ rimou? ].
E Murphy, aquele que sempre me faz promessas concretas e infames de amor, elegeu o início de tal congestionamento aéreo no dia de minha viagem, com um atraso adorável de três horas. Mudanças de portão, papo com o vizinho da cadeira de embarque, vôo confirmado e cancelado. Sim, porque equívocos acontecem, *sabecomoé*? Vou te contaaaaaaaar...
Avião lotado, motores ligados, passeio na pista, horários, tarefas, amigos e familiares esperando no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. O que aconteceu é que confirmaram outro vôo e não o nosso. Bacana, hein? O piloto retornou para a garagem, abasteceu e ficamos esperando a doce autorização da Aeronáutica. Para quem acordou às cinco da manhã do dia 27 de outubro, com a esperança de embarcar às 7h40, saindo de lá uma eternidade depois, foi uma coisa assim, amara. Ou não. Eu diria, amarga.
E nós *demoremos*, mas *cheguemos*!
*hohohohohohohohohohohohohohoho*
Em Guarulhos, fui recebida com direito a plaquinha [ que agora enfeita meu mural ] feita pela amiga-amada e irmã-gêmula Paula.
Nas malas, toda a minha preparação para o frio paulista. Ledo engano, um lindo céu azul. E para quem chegaria às 9h10, doce ilusão e um almoço-delícia com parte do querido *clã*. Mais tarde, *família SP* reunida e a promessa de choro engolido parcialmente cumprida. Sim, porque se a menina aqui chora em despedidas, ela também chora na chegada, quando a porta se abre e o abraço se estende. História longa. E foram muitos momentos, fotos, vídeos, objetos, lugares, lembranças, pessoas e saudades que fizeram parte de minha estadia em Sampa. O melhor de tudo é sentir-se em casa e eu logo tive essa sensação porque fui muito bem recebida e acolhida por meus queridos.
E só porque diversão depende mesmo é de companhia, eu me espalhei e me diverti *móóóóóito*! E lá estávamos nós em shoppings, supermercados, redes de fast-food, fila para justificar voto, 25 de Março, Bom Retiro, praças, ruas, avenidas, bairros e engarrafamentos, cantarolando, sorrindo e confabulando!
Ô, pra quem não sabe, um dos meus presentes de aniversário foi um show muito do legal de Zeca Baleiro, no Blen Blen! Com direito a *gêmulas* mais *gêmulas* do que nunca: cismamos com a mesma bolsa, compramos as danadas com cores diferentes, emprestamos uma à outra e fomos ver os tambores de Zeca e Cia. Bom demais, viu! Tirando umas aspirantes a *Paquitas da Quarta Geração* que estavam impregnando a primeira fila e que não paravam de pular feito garças, a apresentação foi maravilhosa e os meninos todos são uma simpatia, tanto no palco, quanto fora dele!
Passada uma semana, malas a arrumar e coração apertaaaaaado. Dizer *tchau* não é lá uma de minhas especialidades... Principalmente quando a outra parte também chora, aí sou muito solidária! :’(
A volta pra casa foi o inverso de tudo no quesito *tumulto*. Enquanto os aeroportos do país enfrentavam a crise dos atrasos e cancelamentos, meu vôo saiu muito antes do previsto. Avião vazio-io, do tipo: piloto, co-piloto, comissários e mais cinco passageiros. Com certeza, quem chegou depois ficou com cara de caneca no check-in, sem entender nada. O vôo estava marcado para as 10h20 e acabou saindo às 9h50. E foi essa correria toda de *embarque imediato* que me fez segurar as lágrimas e dizer *tchau, se cuida, ligo quando eu chegar* para assim despejar a tristeza quando eu já estivesse nos ares. Uma hora e vinte minutos de choro sim, soluço sim, nem ligando se o rímel iria borrar ou se o delineador iria desmanchar.
Sei que cheguei na Capital da Província *estilão Juliana Paes* = Olho Cururu. Foi desembarcar de surpresa, avistar o pai [ que nem imaginava que eu chegaria tão cedo ] e desembestar a chorar de novo porque havia chegado em casa, porque havia deixado São Paulo. Estava feliz e estava triste. E estava preenchida de todo o amor e atenção que em Guarulhos recebi da família antes postiça, hoje somada. Saudades grandes da irmã Paula, da *mamis* Carolina, do *papis* Juliano e da energia do Júlio, irmão mais velho e xodó das famílias SP-DF por motivos óbvios...

E Marilyn, a maratonista da vida real, volta à velha rotina de trabalho e obrigações, eis os motivos de minha ausência do *Toda Menina*. Mas cá estou e prometo visitar todos assim que o moço apressado, o Tempo, deixar. ;)

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

Voltando de férias, chegando de viagem, retornando ao trabalho, comemorando *aniver da mamis DF* e chegando ao blog em doses homeopáticas.
Porque aquelas malas ali no meio do quarto são minhas e ainda não foram desfeitas, nem de acessórios, nem de roupas, nem de saudades.
Sou uma menina de sorte como Zeca, o Baleiro, disse uma vez.
Em minha vida, as melhores pessoas e ótimos momentos.
Histórias mais chatas, a gente relembra para esquecer e guarda só o que é bom.
O sorriso.
Em breve num blogspot perto de você.