::gil elvgren::

Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

Quinta-feira daquelas divertidas em que o almoço se estende e você esquece que trabalhar é preciso. Boas gargalhadas com a amiga de longa data, de variados papos e do *to be or not to be* mais preciso que conheço. Yes, the little Daphne, man. As histórias surgiam e o tempo passava enquanto o guardanapo virava origami e o gelo do fundo do copo fazia trac-trac no céu da boca. Tudo isso para cair num riso só de conclusões exageradas e de realidades leves criadas por nós.
E hoje tanto conversei que a voz falhou. Papo ao telefone com *mamis-SP* bem merece patrocínio de alguma fábrica de pastilhas de menta e a invenção da pílula da saudade.
Haja confabulação, haja maxilar, haja tanto.
Para não dizer que não falei de mais saudade, difícil foi segurar as lágrimas ao ouvir Elis, a Regina [ e única! ], cantar. Sentada no chão do quarto, com a mão no queixo e com os olhos que não piscavam... sempre fui encantada por sua voz, naturalidade e sorriso.
Desde criança, Elis foi lição de casa. E continuo a revisar e revisar.
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No início da semana comentei com a amiga Daphne que estava me sentindo uma espécie de Bridget Jones tupiniquim as avessas. Mas vou fechando o ano vivendo um quase Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, filme este transmitido em canal aberto nessa quinta. O bocejo maior ficou por conta da dublagem que me privou de ouvir o sotaque creme de la creme que tanto adoro.
Ufa, sobrou a trilha!
E mesmo sendo *vinte-e-nove*, volto no *trinta-e-um* para manter a tradição da cascata de devaneios aos ventos e varais.


*vous voir plus tard*

Sábado, Dezembro 23, 2006

* emotions mode on*

Chego em casa e um pacotão lindo sorri pra mim. Veio de Guarulhos. Eu já sabia que chegaria, quem enviava e meio que conhecia parte de seu conteúdo, mas nem tudo. Fiz a tradicional cara de *feliz aniversário* [ mesmo não sendo ] e parti cheia de dedos para a caixa. Rasgar a embalagem, jamais. Nem o papel pardo. Luta de igual para desigual com a *fita durex com complexo de Graneiro*, até que alcancei a plenitude da caixa linda e de laçarote branco. Olhos cheios de lágrimas, logo adianto. Mas foi só começar a ler os bilhetinhos explicativos de cada mimo, para cair em prantos e gargalhadas no compasso!
Ai como sofro e sou feliz!
E a parte do conteúdo que eu imaginava conhecer, chegou sim, mas chegou com anexos! O embrulho de papel verde trazia o DVD mais novo de Zeca, o Baleiro-*Doceiro*! O detalhe maior: a-u-t-o-g-r-a-f-a-d-o para mim, sim-sim-salabim! E caso alguém tenha visto uma menina abraçada ao exemplar, não foi intriga da oposição, não, foi fato!
[ reza a lenda que quando Zeca autografou, sabia para quem estava autografando, pois lembrou-se de minha pessoa de outros tantos carnavais. E mereço? ]
O embrulho vermelho trazia um anjinho fofo e perfumado! A menina aqui cafungou o cangote do pequeno até encher o nariz de peninhas brancas provenientes de suas asas.
*Saudadona* dos meus SP´s!
E a sessão *chora-peito-em-demasia* foi ao abrir envelopes e ler cartinhas. Descobri então que a releitura é importante quando jamais se pára de chorar: precisei reler tudo depois. Em uma das cartas, palavras lindas, cheias de carinho, lembranças e saudades! No envelope de adesivo rosa, o cartão mais fofucho que já recebi em vida. Pense numa criatura apertável. Ooowww. Um anjinho muito querido... história longa que inclui personagens amados, passagens inusitadas, encontros inesquecíveis e duas loucas que inventam palavras a cada meio minuto, não é mesmo, *Palmita*!
Minha irmã *gêmula* preferida, o que fazer contigo, hein? Só castrando!
Amei os presentes! Lindos demais!
*AcheiChique*!
Obrigada por tudo, TUDO mesmo, incluindo palavras & gestos de paciência & carinho, os recados *orkutícos* & *celuláricos* dialéticos e, *ca-la-ro*, pelo risoto de *mamis-sp* Carolina e pelas piadas de *papis-sp* Juliano que remetem a *trocadalhos* com meu *nada santo* nome em vão.
Família que se tornou Property of Marilyn, too.
" And so it is... "

E só porque sexta-feira *boua* é aquela que antecede o feriado, tudo flui: as pessoas ficam mais leves, o bom humor impera, a hora passa, até que é dado o grito de liberdade!
Neste intervalo de ócio, tentei fazer-me produtiva e criativa. Resultou num texto que repassei aos amigos de trabalho desejando o bem por todo o sempre. Aproveito para publicar aqui, estendendo os votos aos [ pacientes ] leitores do *TM*, dois pontos:

O natal não se constrói após a oferta da TV de tela plana no intervalo de sua novela preferida. O espírito de renovação, de respeito e de amor ao próximo nasce conosco e deve ser mantido ao longo de nossa existência.
São os pequenos grandes gestos que nos tornam *papais e mamães noéis*. É o estar com a família, com os amigos ou com aquela multidão de desconhecidos na fila do supermercado na véspera da festa. As atitudes, por regra, devem ser as mesmas, de harmonia.
Você revive a noite de Natal ao retribuir um sorriso, ao desejar um bom dia, ao dizer obrigado ou pedir perdão por ato falho.
O Natal se faz presente e somos nós os responsáveis em mantê-lo vivo, independente de crenças, valores ou momentos. Basta desejar o bem com o coração.
E eu desejo a você uma *Feliz Vida Toda*, repleta de saúde, alegrias e de natais diários e ininterruptos por todo o ano que se inicia, que se finda e que assim segue.

Beijos, Marilyn

Sábado, Dezembro 16, 2006

* so this is almost christmas *

E então você sente que seria mais feliz com dias que contabilizassem 24 horas ininterruptas de céu azul, sol brincando de esconde-esconde entre nuvens lindas e uma brisa charmosa. Sem perder a viagem do pensamento, acabo por incluir no pacote, noites prolongadas tanto quanto, uma lua bem bonita mesmo, estrelas que se movem e pedidos a escolha do freguês. Voem comigo no nosso lindo balão azul.
Sim, eu queria trezentos-e-sessenta-e-cinco dias de 48 horas para chamar de meus, todos eles, sem exceções, equações ou frações. O tempo anda escasso. Quando percebo, já passou da hora e do ponto. Brigadeiro grudado no fundo da panela e cara de desconforto porque aquela massa ali vai prender entre os dentes, jamais sirva.
A pressa nos alcança mesmo que dela tentemos fugir. O comércio segue em polvorosa nessa época do ano em que todos resolvem ser bonzinhos, caridosos e solidários, mesmo que, em dias anteriores você tenha xingado fulaninho que ultrapassou a faixa sem dar seta, seu vizinho infame que só escuta em volume máximo axé, pagode, forró, sertanejo ou então aquela tia esnobe que adora ser bem recebida em sua casa, mas que inventa desculpas para não receber visita.
Pois *Zé*, então é quase Natal, John.
Tentei adentrar num shopping essa semana e me senti *o caroço da azeitona da empada* sendo expelido massa podre afora. Inferninho de pernas, sacolas, burburinho e aquele maldito cheiro de café perto de minha livraria preferida, *druga*.
E já que foi ledo engano caminhar com desenvoltura naqueles corredores, hoje decidi bater coxa em outro shopping na esperança de comprar algo que procuro, mas que ainda não sei o que é. O somatório de agravantes não se limita a isso porque a *regra de três* resultou em buzina no ouvido da menina, faça as contas comigo:
+ Sábado
+ 14h
+ Shopping no centro *tum-tum-tum* de Brasília
= Muito lotado.
Guerreira que sou fui assim mesmo. No caminho, muita chuva; na metade do mesmo caminho, sem chuva alguma. Assim é a Capital. Trânsito leve e eu cantarolante, até que Fagner surgiu descompassado *aaaahhhh, coração alado*. Era um sinal e eu desliguei o rádio.
Com a opção do estacionamento no subsolo, brinquei de Parque Hopi Hari e me joguei ladeira abaixo. Vagas nem em seu sonho mais bonito, leitor. Fiquei minutos mil parada próxima àquela máquina que cumprimenta e oferece um cartão magnético que lhe tirará dinheiros por tempo passado no estabelecimento. Desci outro pavimento e nada. Mais outro pavimento e achei uma vaga ali, no cantinho, escondida entre umas tranqueiras do shopping.
Caminhar faz bem, consegui alcançar o elevador lotado daqueles que você não consegue descobrir quem foi que cutucou seu ombro ou que, por descuido, passou-lhe a mão nas nádegas. Adentrei o recinto. De tão tumultuado, tive vontade de retornar ao cilindro de ferro e fios, mas encarei com fé. Na falta do que eu realmente procurava, comprei outra coisa, deprimida, oh como sofro.
Que elevador que nada, desci rumo ao tenebroso estacionamento de escada. Preciso dizer que me perdi? Acho que não, essa é uma de minhas maiores especialidades. Quanto mais eu caminhava, mais conseguia visualizar a administração sorrindo de minha pessoa que mais parecia uma pomba-lesa sendo acompanhada pelas câmeras de monitoramento e sem achar o carro.
E falando em monitoramento, o que se passava nos vagões do metrô na sexta, hein? Natal também? Ah faz *favô*! Parecia micareta: todo mundo juntinho, gingado o corpo. Só faltava mesmo Chiclete, Asa, Ivete e as periguetes dando aqueles gritinhos de êxtase & euforia por tão pouco, quase nada.
Da seção *ai como eu desprezo*:
- fui desfrutar de tudo o que o YouTube tem a me oferecer de melhor. Vírgula. Jamais havia me deparado com coisa mais tosca em toda a minha existência. Sofro de vergonha alheia, *manja*? E essa semana eu sofri demais, mas muito mesmo, de tanto sorrir da [in]capacidade mental de alguns. Deixa no anonimato porque é assim que o *algum* merece permanecer.
- mas por Deus, por que ainda insistem em colocar o pseudo-rei Roberto na TV, hein? Eu não mereço, não sei você, cada um com sua cruz, não é mesmo, Hebe? Putz, aquele cabelo, sorriso tosco, aquela roupa azul, ombreiras de mil-novecentos-e-guaraná-com-rolha, o elenco da emissora visivelmente obrigado a estar sentado [por contrato] e, ao fundo, a voz daquele que deseja *ser o seu batom, o sabonete que te alisa e a toalha que desliza no seu corpo inteiro*... É de desengolir e virar ao avesso.
Papai Noel, sou uma menina bacana, juro. Quero logo um ano novo, embalado para presente e com laçarote vermelho.

Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

* da série: escrevi, não li e publiquei *
Porque se para atualizar este espaço fosse exigida remuneração, eu bem imagino minha expressa convocação para uma troca de idéias com a equipe de RH. Reuniões a portas fechadas. Aumento de salário? Que nada, conversa no intuito de *dar nomes* aos por quês todos que foram surgindo ao longo do tempo e do espaço.
Mas como a escrita segue ao *bel prazer* da pessoa que vos fala, cantarolo *eu despedi o meu patrão* junto de Zeca, o Baleiro e sigo na linha que os devaneios permitem [ a utilização do termo tem ficado banalizada-da, palavrinha da moda. ].
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Por esses dias, questionei o formato, a saia, a data festiva, o estilo, as atitudes e o quão diferente tudo se torna quando observado por aquele ângulo ali. Acabei caindo em uma conclusão duvidosa, dou-me ao direito: a sensação de quem muito corre e que, de repente, pára, respira com dificuldade, pensa se bebe água, se senta ou se caminha para equilibrar os batimentos cardíacos... Mesmo sabendo que ao final o que vale é a maratona, o cortar a faixa de chegada sem pressa e sem jamais empurrar aquele que ao lado corre.
O que vale é a vida, seu engatinhar, tropeços, passos, caminhos, rota, destino.
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Há tempos eu disse assim: quem tem amigo, não passa mal. E continuo acreditando que este indivíduo não serve somente para sorrir de sua piada mais tosca, para dar carona na volta da festa ou para ajudar na pesquisa da faculdade. Amigo se faz presente na vida por completo, entende suas razões – por mais questionáveis que elas sejam – e pergunta como você está, mesmo sabendo que você não está bem, dando abertura para desabafos, choros, sorrisos e, ao final, dizer que está ao seu lado.
Além do Poetinha, meu amigo de cabeceira, eu tenho quem se importa, se prontifica e pergunta como eu estou, mesmo sabendo que estou bem.

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

[ ... ]

Como falar sobre algo que você gostaria de desconhecer?
Sem condição para tanto, pedi ao Poetinha que explicasse, que aliviasse a dor, que levasse embora a sensação de aperto que prendia o ar num soluço.
Ele logo estendeu a mão à menina que chorava.

Ainda não satisfeita, ela pediu colo para anestesiar-se e fugir um pouco do mundo.
O colo ele não pôde emprestar como realidade, mas a menina que já enfrentou tantos medos e angústias, passou a acreditar que tristeza - quando verdadeira - purifica e faz forte; assim ela finge sofrer menos.
E este mesmo colo se faz ausente na vida que passa sem esperar a dor passar.
Lá se foi um dia a menos... a vida ela idealizou leve, mas o compromisso de estar neste mundo tem sido um peso difícil de carregar porque o *ninguém* sempre estende a mão.
Para falar a verdade, dentro de todas as opções que [nunca] surgem, prefiro mesmo a resposta sincera de meu Poeta... porque a vida é feita de pequenas trocas e quando você oferece presença, não há necessidade em existir.

Domingo, Dezembro 03, 2006

* então... *

Valei-me, manter um *pseudo-querido-diário* tem ficado difícil *bragarilho*, tanto na escrita *papelúdica*, quanto na escrita *virtualzóica*!
Sim, porque eu sempre mantive meus escritos em agendas também, acredite. E dos encadernados, as histórias pularam para cá, com adaptações da autora, mudanças no elenco e sem deixar a desejar a qualquer trama global, ora!
E as linhas de todas as 365 –feiras, sábados e domingos [ agendas precisam ter páginas exclusivas para estes dias ou por mim não são adquiridas, senhor fabricador ] eram ocupadas mesmo que com uma única frase que resumisse as 24 horas daquela referida data; ou então com um senhor texto *para chamar de meu* que refletisse tudo de tão poucas horas em tantas letras misturadas.
Nascendo o *Toda Menina*, mil coisas tanto aqui, quanto acolá. Escritas colocadas de lado, graças à disputa pelo amor deveras impossível, duelado entre Tempo e Murphy.
Nos últimos meses, estive ausente até mesmo em frases. Coisa feia, eu sei... Mas nada que uma volta daquelas de novela não resolva!
Fazendo um *remake*, voltemos em outubro... E foi assim que percebi a ausência *registral* do bolo em meu aniversário! Jamais pense que fui trapaceada por vilões, com boicotes e vexames que deixam a estória rolar nos próximos capítulos! Na verdade, os *comes & bebes* chegaram bem, mas acabei publicando outras *histórias e aventuras* no dia de meu nascimento... E com direito a imagem de suculentos sushis! Culpa do Tempo que não me deixou falar sobre os abraços, os beijos, as palavras lindas e sobre uma mala enorme para arrumar: logo em seguida parti rumo a São Paulo [ história já apresentada aqui, com elenco de ouro! ]. E na volta para casa, outros acontecimentos tantos permearam os capítulos da vida de Marilyn, a atriz da vida real.
Já em novembro, eu pergunto:
- Conhece buracos na estrada?
Pois *Zé*, caí em uma daquelas espécies de crateras que estragos deixam em qualquer pneu. Antes de estatelar-me em tal caçapa, fui desviar de um carro já parado e acabei levando uma fechada de um ogromóvel que me fez retornar à faixa de origem e na *pequena-grande* fenda cair. E quando muito fula da vida desci do carro para confirmar o pneu desfalecido, recebi vários sorrisos amigos: pessoas que no mesmo local tiveram o mesmo problema. Eram uns cinco ou seis carros com pneus furados! Logo fui acolhida por uma menina que procurava pela calota que para muito longe voou. PQP. Mas como Murphy é enciumado e viu que o Tempo me rondava, fez-se presente: cadê que eu tinha carga na buzenga do celular? Para me comunicar com o mundo, somente por gritos.
Eis que o Seguro mandou um mecânico que chegou *dias* depois, vindo diretamente da série LOST, imaginei. O moço estava perdido no trajeto mais imbecil que existe. Uma façanha! E o projeto mal elaborado de Rodrigo, o Santoro, mal emitiu sons ao dizer *bom dia* e exibiu um cofrinho medonho enquanto realizava a troca do bendito pneu. E eu ali, atrasada, sem pneu, sem celular, sem Santoro e com um caixa-forte peludo em minha frente. Jamais mereço... Troca efetuada, peguei a estrada e seguindo ao trabalho nosso de cada dia.
Mas rapidamente mudei de rota. Como eu já havia comentado *porraqui*, pedi transferência de setor, lembram? Sabe a história do *chega momentos na vida*? Então, assim aconteceu. Mudei. E na última sexta-feira de novembro, junto aos amigos, uma festinha comemorou os aniversariantes do mês e a despedida da menina aqui.
-
Se chorei?
Nããããããoooooo! Quase me acabei em lágrimas somente!
Comecei a maratona de choro na noite anterior, na sexta eu trabalhei relativamente bem e logo depois me entreguei às lágrimas. Muitos abraços, beijos, palavras queridas, cartões e presentes lindos! Quando cheguei, encontrei a mesa decorada com flores e uma caixinha com brincos lindos, obra de Dona Márcia! Mais ao final do dia, a querida Lívia foi me desejar sorte e me explicar toooooda a história bacanérrima dos brincos hippies que dela ganhei! *Muuuuuuuuuito cuca no lance, saca?* :D
Putz, deixei aquela rotina de lado, mas as pessoas jamais! Nunca estive fadada à rotina mesmo, gosto de mudanças e amo pessoas, principalmente aquelas que eu amo mesmo, *sabecomoé*? Essas eu levarei para sempre! ;)