Hoje...
... Por uns instantes eu precisei fechar os olhos e voltar ao tempo em que eu era uma criança somente e simplesmente; sem compromissos ou responsabilidades; com muitos por quês e outros tantos mais.
Lembrei que eu saía para caminhar pelo bairro e fixava os olhos no horizonte do planalto central, querendo chegar lá naquela montanha, naquela árvore, ver o que tinha por trás de tanto chão, conhecer aquilo que me parecia tão distante, tão mágico e tão próximo.
Nunca esqueci dessa vontade. Nunca fui além da calçada, apesar da insistência em chegar a lugar algum.
Cresci imaginando mil coisas e poucas delas tornaram-se realidade. Desviei a rota e caí na contramão, contra o vento. Vivi conforme as necessidades, deixando de lado as vontades e levando bronca porque sempre me esqueço no banco da praça e jamais me encontro no Achados & Perdidos.
Hoje, por uns instantes, eu precisei fechar os olhos e voltar ao tempo em que eu era uma criança somente e simplesmente; eu quis fugir da realidade que a vida se transformou.
O horizonte foi tomado por prédios e antenas de TV, a caminhada seguiu outros rumos, pegando carona numa montanha-russa. Os compromissos e as responsabilidades se acumulam e eu preciso responder a por quês que na infância não aprendi.
Crescer antes do tempo, tomar atitudes, pular etapas e chorar escondido. Não comparecer ao baile de formatura, faltar aquela festa e perder o churrasco da faculdade... Só porque ela tinha um *porque* diferente do seu e ponto, compreenda, não julgue.
Se eu realmente pudesse, traria de volta a serenidade da vida que a criança idealiza: de cores, de alegrias, de saúde e de paz interior.
Porque hoje eu questionei a existência sem cor, entristecida e turbulenta de uma vida mal vivida...
Lembrei que eu saía para caminhar pelo bairro e fixava os olhos no horizonte do planalto central, querendo chegar lá naquela montanha, naquela árvore, ver o que tinha por trás de tanto chão, conhecer aquilo que me parecia tão distante, tão mágico e tão próximo.
Nunca esqueci dessa vontade. Nunca fui além da calçada, apesar da insistência em chegar a lugar algum.
Cresci imaginando mil coisas e poucas delas tornaram-se realidade. Desviei a rota e caí na contramão, contra o vento. Vivi conforme as necessidades, deixando de lado as vontades e levando bronca porque sempre me esqueço no banco da praça e jamais me encontro no Achados & Perdidos.
Hoje, por uns instantes, eu precisei fechar os olhos e voltar ao tempo em que eu era uma criança somente e simplesmente; eu quis fugir da realidade que a vida se transformou.
O horizonte foi tomado por prédios e antenas de TV, a caminhada seguiu outros rumos, pegando carona numa montanha-russa. Os compromissos e as responsabilidades se acumulam e eu preciso responder a por quês que na infância não aprendi.
Crescer antes do tempo, tomar atitudes, pular etapas e chorar escondido. Não comparecer ao baile de formatura, faltar aquela festa e perder o churrasco da faculdade... Só porque ela tinha um *porque* diferente do seu e ponto, compreenda, não julgue.
Se eu realmente pudesse, traria de volta a serenidade da vida que a criança idealiza: de cores, de alegrias, de saúde e de paz interior.
Porque hoje eu questionei a existência sem cor, entristecida e turbulenta de uma vida mal vivida...
[ Nanci, não esqueci de seu pedido. Próxima publicação. Juro. ]
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