::gil elvgren::

Domingo, Agosto 05, 2007

A tristeza de uma história e a dor da ausência somente não prevalecem porque o amor é o que sempre fica. Soberano, apesar de tudo.
Sair para onde for e/ou chegar onde estiver, dói muito porque a rotina me trapaceou: há quarenta dias eu me esforço, mas acostumar com o silêncio que ficou levará trocentos anos-luz.
Talvez minha mãe nem imaginasse o carinho de tantos, mas agora que virou anjo - daqueles que estão em toda parte e a todo o momento -, ela pôde ver quão importante foi sua missão. E eu simplesmente me orgulho porque sei que sua energia permanecerá.
O costume que ameniza a saudade e prolonga o amor é mantido: as flores. Continuo trazendo para casa, colocando na água, arrumando na mesa. É algo que preenche minha necessidade, que conforta meu coração.
O diferencial agora é o céu azul e de nuvens lindas que sempre se abrem quando precisamos visitar o lugar onde ela simbolicamente descansa... e são nos detalhes que poderiam ser imperceptíveis que sinto a presença dela. E os céus confirmam.

Queria agradecer, de coração, todas as mensagens queridas. A energia chegou aqui, via blog, orkut, telefone, abraços, pedaços de papel e silêncios.