"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche"
Martha Medeiros
.
... dez meses sem a presença física de mamis...
E mesmo que eu tenha a certeza de que minha mãe está onde sempre imaginei, ao lado de pessoas tão especiais quanto ela, o conforto é lembrar de seu sorriso, de nossas conversas, de seus conselhos, de sua companhia e zelo. Por um instante, pensei ter perdido minha melhor amiga, mas hoje sei que ela é um anjo eterno em minha vida.
Dez meses, dez dias, dez minutos de sua passagem deste plano para outro muito mais elevado e parece que pouco mudou quando percebemos a ausência física... e mesmo que eu venha a chorar porque a saudade ultrapassa qualquer compreensão, tenho a certeza de paz e de que sua presença será eterna em nossas vidas.
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Inevitavelmente, acompanhando o caso da pequena Isabella, identifiquei-me com o texto que sua mãe, Ana Carolina, homenageou a filha em seu perfil no Orkut.
São dores distintas, sabemos, mas dor não se mede e desemboca num mesmo sentimento de tristeza, saudade e conforto.
Relembrando as palavras que muito me emocionaram, gostaria de expressar o sentimento de filha... para a mãe que tanto amo:
"A morte não é tudo. Não é o final. Eu apenas passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como foi. Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos permanece intocada, imutável. O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos. Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira que sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor. Ria como sempre fizemos das piadas que desfrutamos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra. A vida continua a ter o significado que sempre teve. Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. O que é esta morte senão um acidente desprezível? Porque ficarei esquecido se estiver fora do alcance da visão? Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem!"
Texto de Rosamunde Pilcher, em "Catadores de Conchas"
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Te amamos, Natércia, minha mãe eterna.
Martha Medeiros
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... dez meses sem a presença física de mamis...
E mesmo que eu tenha a certeza de que minha mãe está onde sempre imaginei, ao lado de pessoas tão especiais quanto ela, o conforto é lembrar de seu sorriso, de nossas conversas, de seus conselhos, de sua companhia e zelo. Por um instante, pensei ter perdido minha melhor amiga, mas hoje sei que ela é um anjo eterno em minha vida.
Dez meses, dez dias, dez minutos de sua passagem deste plano para outro muito mais elevado e parece que pouco mudou quando percebemos a ausência física... e mesmo que eu venha a chorar porque a saudade ultrapassa qualquer compreensão, tenho a certeza de paz e de que sua presença será eterna em nossas vidas.
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Inevitavelmente, acompanhando o caso da pequena Isabella, identifiquei-me com o texto que sua mãe, Ana Carolina, homenageou a filha em seu perfil no Orkut.
São dores distintas, sabemos, mas dor não se mede e desemboca num mesmo sentimento de tristeza, saudade e conforto.
Relembrando as palavras que muito me emocionaram, gostaria de expressar o sentimento de filha... para a mãe que tanto amo:
"A morte não é tudo. Não é o final. Eu apenas passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como foi. Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos permanece intocada, imutável. O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos. Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira que sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor. Ria como sempre fizemos das piadas que desfrutamos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra. A vida continua a ter o significado que sempre teve. Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. O que é esta morte senão um acidente desprezível? Porque ficarei esquecido se estiver fora do alcance da visão? Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem!"
Texto de Rosamunde Pilcher, em "Catadores de Conchas"
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Te amamos, Natércia, minha mãe eterna.
"... você é a mãe que eu escolheria todas as vezes que tivesse esta chance e eu, a filha eleita do seu coração... seja lá em que ordem isto aconteça."






