::gil elvgren::

Sábado, Dezembro 20, 2008

Sou daquela espécie que não se prende muito a datas. Quando eu quis dar o presente de aniversário, raras foram as vezes em que esperei o dia registrado na certidão de nascimento do indivíduo. Entrego antes. Não consigo esperar muito para ver a reação dos favorecidos e, quando percebo, a surpresa é bobagem.
E assim ocorre com esse período irritantemente feliz que é o mês de dezembro. Como eu costumo passar os 365 dias do ano desejando que todos tenham saúde - pra levar seus sonhos adiante, que tenham paz de espírito - para não agir sem pensar, que tenham alegrias – muitas e infinitas e que, realizem seus projetos com sucesso; quando chega o Natal, eu fico sem saber direito o que desejar a você... desculpa aê*, mas talvez eu deseje que o peru/chester não passe do ponto, que a farofa não fique insossa, que o arroz-a-grega tenha consistência e, o mais importante, que o branco da roupa de ano novo se mantenha firme até a manhã seguinte do ano que se inicia.
Fazendo uma rápida retrospectiva, tive um ano deveras interessante. Se eu somar tudo, sem elevar ao cubo, o resultado já será grandioso. Aprendi muito, com tudo e com todos, de uma forma boa ou não e é isso mesmo que vale, não é? Trabalhei mais do que a burrinha, participei de projetos über legais, conheci pessoas bacanas, enlouquecidas e desesperadas, perdi o medo de dentista e no consultório deixei os quatro sisos, tomei decisões importantes pra minha saúde adquirindo peitos novos* e, agora, só falta encher os pneus da bicicleta e concluir aquele projeto esporte há muito esquecido.
É, não se pode ter tudo na vida mesmo... essa é a lição que o ano me deixou!
No mais, repito o blábláblá da felicidade suprema e da boa convivência no planeta Terra, desejando a você e seus queridos, um Feliz Natal, acompanhado de um ótimo ano! Que em 2009 todos os motivos levem aos sorrisos!
Beijos e see you on the road!

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

* fill in the blank *

Antes de caprichar no convite para a festa - daquelas gigantes e pomposas, ou ainda, das simples e agradáveis reuniões-em-casa-com-amigos -, saiba que eu não costumo beber nada alcoólico e, por favor, não insista... para o não comprometimento de sua dignidade, já que a minha foi deixada aos pés de um pinheiro, numa noite fria de Natal, enquanto a vergonha foi aos ares em fogos de artifício e jamais recuperada.
- Mas você não bebe naaaada? – costumo ouvir, com mungangos de desaprovação.
- Não, nadinha. Mesmo. Juro. E nem sou tão chata.
É, é uma pena. Ou não, dada as devidas situações, mas a verdade é que para evitar maiores constrangimentos, prefiro ter total controle da situação, piadas, conversas e vexames.
Sou daquelas que observa ao redor, que dá carona aos amigos bêbados e que relembra alguns fatos da noite anterior, apesar de ser meio desprovida memorialmente* falando. E para tudo isso acontecer de forma sincronizada, preciso estar sóbria. Ok, não é muita garantia, pois mesmo abstinente estando, acabo falando o que quero. Ok, imagine bêbada. Não, não imagine, desconsidere.
Porque talvez eu seja a mais desagradável das convidadas para a festa. Sim, porque todos bebem, menos eu. Daí, sou facilmente alvo de considerações desnecessárias e conselhos absurdos:
- Mas você precisa tomar um porre pelo menos uma vez na vida!
- Pra quê? Se já tenho enxaqueca e até o leite cortei de minha existência!
Não costumo participar de forma ativa nem no momento glorioso do "... e nesta noite maravilhosa, eu gostaria de fazer um brinde especial a/ao...". Enquanto todos ostentam suas taças de champagne e sorriem em tremenda sintonia, eu refresco a cuca com um refrigerante ou um suquinho de frutas da estação.
A verdade é que, num ato de insistência e coragem, experimentei cerveja aos 7 anos de idade e detestei. Até hoje cultivo o hábito de fazer careta ao sentir o cheiro da bebida fermentada, feita de lúpulo e cevada.
Minha mãe explicou que a festa não era para crianças fofas, que não teria brinquedos, músicas infantis e eteceteras, já que eu esperava encontrar a santíssima trindade infantil*: bolo, balão e brigadeiro. Ela não quis me levar, mas eu fui, escondida, claro, o regabofe era em nossa rua mesmo.
Chegando lá, levei uma bronca e quase ganhei a semana de castigo. Depois, virei a atração daquela festa chata, cheia de adultos apertando minhas bochechas. Vi que mamis bebia algo parecido com guaraná, bebida que tooooda criança adoooora. Eu queria, ela disse que não era refrigerante. Eu insisti, ela explicou que era cerveja. Eu falei que queria porque estava com sede (mentira, pura estratégia!). Muito fula com a situação, mamis deu-me um gole, que foi eterno e desceu rasgando. Eu nunca havia bebido algo tão ruim na minha vida, tirando o Bactrim, que o médico receitava quando eu tinha crise de amigdalite.
Alguns anos depois, a agitação tomou conta da adolescente que vos escreve. Era uma linda noite de Natal, vi as primas ingerindo Sidra e pensei: se elas podem, eu também posso. E só fui saber que eu não poderia após ser levada pra casa mais cedo, pois passei o restante da balada familiar, cantando Samba Enredo de Escola do Grupo 1.
Bateria nota 10 (em minha cabeça, no dia seguinte), harmonia nota 0 (já que eu não conseguia distinguir copo de privada).
Enquanto minha mãe me beliscava pra eu ficar quieta, eu precisava mesmo era cantar "Porteeela, eu nunca vi coisa mais beeela...", nas alturas, envergonhando meus genitores e tendo de carregar este fardo por toda a minha existência.
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Mas uma descoberta recente levou-me ao poder da anestesia e ao vexame do falar bobagens sem sentido algum ou direção nenhuma.
No início de novembro, fiz uma cirurgia que há tempos pensava em realizar e falei muita, mas muita besteira enquanto grogue estava.
Decidi pela mamoplastia por várias razões, inclusive estéticas, mas a principal delas foi por ter perdido minha mãe no ano passado devido ao câncer de mama.
Foi a melhor escolha, a melhor recuperação... e as melhores bobagens ditas.
De querer confirmar, a todo o momento, se a equipe médica realmente* me amava, a repetir Victoria’s Secret durante a cirurgia tal qual um mantra.
E fica assim a prova da minha fraqueza...
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A querida , Srta. Bia, classuda que só ela, passou-me a responsabilidade de um meme. Aceitei porque sou fã de seus escritos e, mais ainda, porque não precisarei ingerir bebida alcoólica, fazer uso de drogas (i)lícitas ou participar de danças típicas.

Seis fatos aleatórios, mas precisos:

1. Marilyn vem de Marília, nome pelo qual atendo desde que a amiga Dani passou-me o bastão, a coroa e o manto sagrado dos apelidos que ficam.
2. Marilyn foi fã incondicional de News Kids on the Block, mantendo ainda em seu poder, a pasta de fotos, os LP’s e a lembrança viva dos nomes de todos os Kids. Aproveita para ressaltar que seu Garoto do Quarteirão preferido atende por Jordan Knight (e tinha um cabelo terrível).
3. Marilyn escuta Janis Joplin na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, prometendo amor eterno à diva.
4. Marilyn prefere salgados, mas não abre mão de sorvetes, tortas e chocolates em quantidades imorais e comentadas no bairro.
5. Marilyn é capaz de passar horas a fio revendo filmes que possuam John Cusack no elenco. Do trash ao cult, ele é um ótimo ator. E ainda é lindo, pronto, falei.
6. Marilyn consegue usar o delineador com maestria e precisão em poucos minutos. Resultado garantido após treino árduo, passando por estágios de palhaço, olheiras profundas e Amy Winehouse dizendo que não irá para a rehab. No. No. No.

Agora, emocionada e com maquiagem borrada de Miss, repasso a brincadeira aos amigos que fazem minhas horas em frente ao monitor, mais felizes. E pra quem mais quiser! E se quiser, oras!

Faxina {Dani}
Fina Flor {Mônica Montone}
Fuá em Lata {Patrízia}
Miss American Pie {Julis}
Palavreando {Roberta Artiolli}
Quer ler? Eu deixo! {Belzita}