::gil elvgren::

Terça-feira, Abril 14, 2009

Incrível como a estatística revela previsíveis curiosidades facilmente captáveis.
Porque há duas classes de curiosos no mundo: uma delas precisa saber/conhecer o fato para satisfazer uma ansiedade natural; já a outra classe, preocupa-se com o seu estado, ou fica na torcida pra você estar na rua da amargura, jogando pedras em aviões, ou então, lança olhares de inveja se você está feliz... e logo quer saber a razão, fazendo aquela cara de quem acha que você não merece meio metro de felicidade.
Diante dessas informações, sem usar gráficos e planilhas, o mínimo que se pode fazer é dar risada. Porque sou fiel adepta do "Não acredita? Então espera pra ver" mas, para tristeza de alguns, não costumo adiantar o assunto... já que, curioso por curioso, eu mantenho meu foco onde ele realmente deve estar.

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Porque tem me faltado tempo, paciência e palavras, mas tem me sobrado foco. E tenho focado no que me concentra e no que me acalma, apesar das tempestades que teimam em balançar as roupas no varal, antes limpas, antes secas.
E sempre que fico ausente de expressão, chamo Clarice, ela que me entende e que me estende a mão. Sempre, independente do que grita aqui dentro, seja alegria, seja tristeza.
E tudo o que acontece neste exato momento, ela retrata como quem fotografa o instante do acontecimento, suas sombras e cores. Pode falar, Clarice.

"
Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado".
Clarice Lispector