::gil elvgren::

Quinta-feira, Julho 30, 2009

... there's still a little bit of your song in my ear...

E depois de uma semana distante do trabalho, só vestindo pijamão e termômetro, retornei à vida no estilo fênix. Mas se tem algo que me aborrece mais do que (ainda) não ter levado o prêmio da mega-sena (por razões óbvias), é ter que voltar à labuta... e encontrar minha mesa revirada, rascunhos espalhados, canetas faltando, miniaturas fora do lugar e, o mais trágico, porém, esperado: minha pimenteira fazendo a curva, sequinha de dar dó, murchinha de tudo.
Esclarecendo, não sou egoísta, mas mexer no material alheio e não devolver ao lugar certo, me deixa pos-ses-sa.
Primeiro, já achei meu computador logado, WTF? Na sequência, fui encontrando meus frufrus espalhados e, o mais hilário: até o livro que estava dentro da minha gaveta, serviu de distração para a entidade que na minha mesa sentou o traseiro por dias. A pessoa já tinha colocado até marca-texto! Gente, só castrando mesmo!
Mais tarde, não vencido e completamente mal acostumado, vejo um braço quilométrico passando na minha frente para alcançar o bastão de cola. E quando observo melhor, lá está também minha caneta-vermelha-preferida-de-pinup, aí não prestou... breath in, breath out, mas lady que sou, esperei um momento de distração da entidade para resgatar meu bem precioso. E sem negociar o bastão de cola, oras! Levei junto também!
A verdade deve ser dita: algumas pessoas do prédio onde trabalho possuem péssimas manias: falam muito alto (têm dias que parece o antigo pregão da bolsa de valores), reparam até na cor do seu esmalte (por que será que a pimenteira não durou uma semana?), espirram (escandalosamente) sem usar lenços descartáveis (ugh!) e, não menos importante, acham que tudo o que está naquela mesa acolá, também é deles e pode ser usado e retorcido (a ponta da caneta-vermelha-preferida-de-pinup, estava mordida).
Grrrr.
Sem mais para o momento.
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O bom mesmo foi reencontrar as amigas mais queridas, almoçar a salada preferida, jiboiar - colocando o papo em dia, gargalhar até dar uma dor e voltar pra casa (de oclão!), fazendo dueto com Damien Rice.
Não peço mais nada... além do prêmio acumulado da mega, só isso, nada mais.

... It's not hard to grow... when you know that you just don't know

Segunda-feira, Julho 27, 2009

Adoro supermercado. Mesmo. E já comentei aqui. Acho que é um assunto inesgotável, repleto de possibilidades, nuances e ofertas fresquinhas (ha!).
Porque há momentos na vida em que, acredito eu, a renovação do ser se dá através das distrações que o ambiente oferece. Convenhamos, se você está triste, o cabelo desandou, a unha borrou e a festa nem foi lá essa Coca-Cola, os corredores do shopping possuem o incrível poder de cura. Olhe algumas vitrines e sinta a paz fluir. E já que estamos no *lá em casa*, confesso até que comprei meu laptop em um momento assim, de *resgate emocional*. Eu estava a-r-r-a-s-a-d-a no dia e saí da loja acreditando na paz mundial, enquanto abraçava o mimo! Maaas se você já está numa vibe woohoo, completamente focada e bem resolvida, só há uma atividade que vai te fazer gastar essa energia extra-power-plus: se joga no atacadão para dar aquela revigorada!
Ah, nada como as altas e as quedas de preços dos hortifrútis para te fazer esquecer daquelas pendências que ficaram no trabalho, do balde de roupa para passar no canto escuro da casa ou do barulho que o infame do vizinho insiste em fazer... nossa, e a auto-estima que vai lá em cima, quando você - muito esperta que é - compara preço x grama e descobre que é muito mais em conta levar A do que B. Fico assim, realizada, sabe.
Bobagens à parte, estou há quase uma semana em casa, afastada das tarefas profissionais e, por que não dizer *na humildade*, sociais. Contrariando minhas próprias expectativas (já que me prometi que, neste inverno, eu não ficaria afônica), fiquei novamente sem voz e com direito ao *bônus-combo-especial*: tosse, dores de garganta, ouvidos e, claro, dores no corpo todo, graça alcançada para qualquer vírus mutante.
Tô resfriada mas hello, néam*, gente, o pulso ainda pulsa. Logo que voltei do hospital (pela terceira vez, em duas semanas), precisei esfriar um pouco a cabeça, lembrei que tinha que comprar umas coisas, pagar outras e, naquele estalo muito cuca no lance, peguei o retorno e segui rumo ao supermercado para acabar com toda essa aflição. E foi ali, no meio das abobrinhas, do coentro e dos empanados de frango, que encontrei a felicidade de forma muito simples!
Gente, há quase duas semanas derrubada por um resfriado maldito, dei meu grito de liberdade (e alguns espirros também, já que estava próxima da seção de limpeza)! Ai, mas qualquer lugar estava me fazendo bem, ver gente, ver céu e comer um saquinho de jelly belly dá um up na pessoa, garanto.
Voltei pra casa de atestado médico em mãos... e com algumas poucas sacolas, feliz. Tossindo, claro. Com os ouvidos tapados, claro, mas como dizem por aí, com a "mente quieta, espinha ereta e o coração tranquilo". :)

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Estupidamente resfriada. Dor de garganta. Dor de ouvido. Sem voz.
Assim que esse gosto de paracetamol passar, eu socializo.
Por enquanto, muita cama, soro fisiológico, descongestionante, pastilhas de menta, afastamento do trabalho e muita impaciência.

Domingo, Julho 19, 2009

Certa vez eu comentei aqui: quem tem amigos, não passa mal, não passa apertos e ainda guarda histórias para contar e gargalhar.
Por maior que seja a dúvida ou por mais difícil que seja o problema, se você tem em quem confiar e dividir as superficialidades e preocupações, você é feliz.
Há alguns meses, passei por situações daquelas que um abraço confortava, mas que somente eu poderia resolver. Tive o apoio de pessoas que sempre estiveram comigo; mas outros "amigos"... nem tanto. Ok, nunca fui de mendigar atenção mesmo e, depois de tantas coisas pelas quais tenho passado, pouco me surpreende a ausência de alguns, o mundo continua a girar e, meu bom humor, inabalável.
A verdade é que, de uns tempos pra cá, passei a filtrar tuuuudo o que acontece e, por pior que possa parecer o perrengue, eu absorvo algo de bom. E, de tudo isso, o que realmente ficou foi a amizade e a confiança.
Tenho pessoas muito queridas ao meu lado e sou extremamente agradecida pelas gargalhadas diárias, os almoços demorados e o papo sincero.
Isso sim faz bem.

Terça-feira, Julho 14, 2009

Da famosa série "coisas que só acontecem comigo" ou "mentaliza azul que passa"

Porque quando você pensa que aquilo é invenção de uma cabeça cansada, necessitada de férias e repleta de idéias semi-prontas, vem a realidade e, com uma bifa* nada delicada, te acorda.
Não adianta, eu não aprendo a lição.
Talvez seja porque Murphy tanto me ama e nunca tenha desistido de conquistar meu coração. Amoleço. Mas não aceito, questiono. E questiono tudo até acreditar na minha própria crença inventada... e nem sempre acatada por mim mesma!
Patético!
A verdade é que tenho fugido um pouco da realidade que, de uns tempos pra cá, confiscou o algodão doce e o vestidinho rodado de mangas bufantes. Por um lado, fico orgulhosa de minhas decisões, sacrifícios e conquistas, mas ninguém consegue girar no carrossel por muito tempo sem cansar da paisagem repetida.
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Hoje eu me dei conta de que não tenho me permitido chorar. E essa minha dureza forçada me afasta das outras realidades. Escuto as conversas paralelas e percebo como tudo está diferente, mas não amoleço... porque não posso, admito. Quem sabe mais na frente eu consiga chorar, hoje eu ainda tenho muito a fazer: colocar o lixo pra fora, pegar as roupas no varal, trocar a água das flores e pensar que amanhã pode ser diferente.

Sábado, Julho 11, 2009

Por que é tão difícil dizer não a si mesmo?
Olhar com mais devoção para o chuchu no vapor e torcer o nariz para a trufa?!
Acordar super cedo, em pleno inverno (tropical!), deixando a cama quentinha para trás pra caminhar contra o vento gelado?!
Resistir aos mimos, acessórios, finais de semana, vontades, desejos, birras?!
Há alguns meses tenho me concedido mais do que deveria e menos do que gostaria. E não, não estou usando trufas como moeda corrente, mas essas concessões englobam responsabilidades que fogem ao alcance.
Aspectos gerais favorecem a auto-adulação, porém, contribuem para consequências variadas, aquele velho 'bla-bla-bla' de que não se pode ter tudo na vida.
Prioridades, prioridades.
A verdade é que estou saindo do olho do furacão e preciso me organizar sem amassar a roupa, despentear o cabelo ou borrar a maquiagem.
Uma saída glam, sabe.

Sábado, Julho 04, 2009

E quando todos menos esperavam, o mundo resolveu parar no dia 25 de junho de 2009.
Desde então, a velocidade não foi estabilizada. A cada minuto, uma notícia que revive a grande tristeza.
Em meio a informações desencontradas e fontes pouco confiáveis, todos aguardavam a mesma resposta: que toda aquela confusão era um trote armado pela imprensa sensacionalista. Ou, quem sabe, uma jogada de marketing um pouco exagerada, mas que faria ressurgir (ou não) a carreira (tão maltratada) de um dos grandes ídolos da música pop.
...
A morte de Michael Jackson aconteceu de forma inesperada para alguns, previsível para outros.
Uma vida pouco comum para quem pouco viveu, mas sempre esteve no limite.
Sua obra transcende a infância sofrida, o descontrole do "pai", o oportunismo de tantos e a exploração incansável da mídia.
Sucesso estrondoso acompanhado por histórias absurdas. Polêmico, genial, número 1, mesmo em um tempo em que a internet era 'algo para um futuro próximo'. Toda a grandeza do ídolo em videoclipes magníficos, figurinos marcantes, coreografias impecáveis. Mas seu talento não se resumia somente nisso, para espanto de milhões. Os noticiários teimavam em abordar a rotina incomum do garoto negro que dormia em uma câmara hiperbárica e que, um dia, acordou branco, de sua surpreendente mutação ao longo dos anos - além da pele, cabelos, nariz, etc -, de casamentos questionáveis, dos filhos condenados a enxergar o mundo através de máscaras, tecidos e de Neverland. Por fim, e não menos, da acusação que veio apagar grande parte de seu prestígio, mas que não calou seu inegável talento... e que (finalmente) se provou falsa. Fatos que expõem a perturbada existência de um astro que foi privado de viver sua própria vida.
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Cresci com a música e MJ foi uma presença marcante em minha infância. LP's, videoclipes inesquecíveis e minhas inúteis tentativas de acompanhar seus passos, enquanto minhas polainas iam compondo o visual dos meus dourados 5, 6 anos de idade.
Mais adiante, cheguei a enfrentar o medo para assistir a estréia de um clipe: praia, a antena da televisão não captava a imagem, insisti em levar a mesa da TV para cada canto da casa, de repente, uma cobra (sim, eu disse 'cobra') sai de dentro de um dos móveis. {...} Após o susto, consegui assistir a 'Remember the time' e a lembrança do réptil é mínima quando comparada aos efeitos do vídeo, admito. :)
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Impossível não falar de Michael Jackson. Do ontem, do hoje e do sempre. Por mais que se fale.
Se a intenção do artista é ter sua obra eternizada em sucessos, pode-se acreditar que a morte apenas subtrai a presença física, palco, luzes e dançarinos. A obra de Jackson é eterna, por menos fã que você seja.
E com suas excentricidades, Michael Jackson permanecerá ícone. Seu legado é eterno. Sua obra fala por si. A beleza e a leveza de sua música ultrapassam qualquer fronteira, eixo, continente. Sua lembrança sempre será motivo para celebração.
Queria muito ter treinado um pouco mais na infância. Quem sabe agora eu apresentaria um moonwalk (meia-boca!) em sua homenagem, Michael. Mas deixo meu agradecimento por você ter mostrado ao mundo que a tristeza pode sim ser vencida pela arte. E avante.
Rest in peace, King.