Estou sentido falta de mim mesma. Tenho questionado certos acontecimentos, duvidado das razões, desviado atenção para os rumos que a vida toma, sem Google Earth que dê direcionamento, coordenada ou imagem ampliada.
Em alguns momentos, não me reconheço no meio de toda aquela gente que transita acolá, cada um com sua história, cada qual com sua verdade, todos em busca de suas próprias conveniências.
Admito que já tive medo do desconhecido, que fiquei ansiosa diante das mudanças; mas hoje eu busco alternativas, sem grandes preocupações, apontando o dedo para o mapa e marcando territórios que agora chamo de meus.
Coragem não me falta, mas só fui descobrir que eu era forte quando mais enfraquecida estava.
E em curto intervalo, aprendi a dizer 'não', perdi o medo de questionar e parecer boba, decidi resolver da minha maneira, não esperei a boa vontade de fulano, confirmei que a combinação da roupa era imprópria para a ocasião, alertei que a tintura do cabelo não ressaltava o melhor que há em você, gargalhei da atitude patética de quem quer fugir do previsível, acenando para a sociedade crítica e dizendo: "ei, olha como sou descolada".
Less is more.
Hoje eu tenho completa consciência de que as pessoas não mudam. E aprendi a arte milenar do 'passa o tempo, permanece ocaráter' ao tentar mudar aqueles que sempre foram como realmente são.
Porque o bom da descoberta é o exercício do 'desapego'.
Aquela parte (podre) da família que não era tão família;
Aquele amigo (das indiretas) que a considera uma irmã*, mas que não passa de desconhecido;
Aquela vizinha camarada (e fofoqueira) que não se pode contar quando precisa;
Aquela amiga (insegura) de longas conversas pela madrugada que se omite na madrugada seguinte;
Aquela blusa (sem estampa), comprada naquela tarde, usada naquela ocasião, que desbotou e saiu de moda.
Aquele sapato (salto phyno*), confeccionado para você ficar sentada, porque, se ousar andar, ele deixará vestígios na pele.
Cansada da precariedade, eu gritei o seguinte:
- Deixa que eu escolho minhas cicatrizes, p*hha.
Porque eu não consigo ser e estar. Esboçar sorrisos, tendo o coração aflito.
Não, eu não fui mais feliz um dia, também não confirmo minha tristeza e total descrença na humanidade neste exato momento, só precisei ficar fora uns dias, conhecer minhas prioridades, esquecer os desafetos, lembrar da mancada para não repetir o erro mais adiante, apagar alguns números e recados.
É isso, só precisei ficar fora uns dias.
E sairei sempre que quiser me encontrar.
Em alguns momentos, não me reconheço no meio de toda aquela gente que transita acolá, cada um com sua história, cada qual com sua verdade, todos em busca de suas próprias conveniências.
Admito que já tive medo do desconhecido, que fiquei ansiosa diante das mudanças; mas hoje eu busco alternativas, sem grandes preocupações, apontando o dedo para o mapa e marcando territórios que agora chamo de meus.
Coragem não me falta, mas só fui descobrir que eu era forte quando mais enfraquecida estava.
E em curto intervalo, aprendi a dizer 'não', perdi o medo de questionar e parecer boba, decidi resolver da minha maneira, não esperei a boa vontade de fulano, confirmei que a combinação da roupa era imprópria para a ocasião, alertei que a tintura do cabelo não ressaltava o melhor que há em você, gargalhei da atitude patética de quem quer fugir do previsível, acenando para a sociedade crítica e dizendo: "ei, olha como sou descolada".
Less is more.
Hoje eu tenho completa consciência de que as pessoas não mudam. E aprendi a arte milenar do 'passa o tempo, permanece o
Porque o bom da descoberta é o exercício do 'desapego'.
Aquela parte (podre) da família que não era tão família;
Aquele amigo (das indiretas) que a considera uma irmã*, mas que não passa de desconhecido;
Aquela vizinha camarada (e fofoqueira) que não se pode contar quando precisa;
Aquela amiga (insegura) de longas conversas pela madrugada que se omite na madrugada seguinte;
Aquela blusa (sem estampa), comprada naquela tarde, usada naquela ocasião, que desbotou e saiu de moda.
Aquele sapato (salto phyno*), confeccionado para você ficar sentada, porque, se ousar andar, ele deixará vestígios na pele.
Cansada da precariedade, eu gritei o seguinte:
- Deixa que eu escolho minhas cicatrizes, p*hha.
Porque eu não consigo ser e estar. Esboçar sorrisos, tendo o coração aflito.
Não, eu não fui mais feliz um dia, também não confirmo minha tristeza e total descrença na humanidade neste exato momento, só precisei ficar fora uns dias, conhecer minhas prioridades, esquecer os desafetos, lembrar da mancada para não repetir o erro mais adiante, apagar alguns números e recados.
É isso, só precisei ficar fora uns dias.
E sairei sempre que quiser me encontrar.



